A marca do italiano Emilio Pucci comemora 60 anos em 2007. O príncipe das estampas tem uma história e tanto no mundo da moda, e a comemoração é merecida. As suas estampas geométricas ultracoloridas encantam desde os anos 60, e pouca gente imagina o quão além da estampa Emilio foi. Mas, para celebrar os 60 anos de sucesso, o site da marca lançou uma linha do tempo, que remonta a história da Pucci, com fotos desde 1947 até os anos 2000. Vale a pena clicar abaixo e conferir.
Nem todo mundo sabe que o estilista começou fazendo roupas esportivas, para esquiar, e patenteou vários tecidos durante sua carreira, como o jérsei de seda. Seu estilo inconfundível é imitado até os dias de hoje, sinônimo de elegância e vanguarda. Depois da morte do estilista, a marca ficou sob os cuidados de sua filha Laudomia. Mas com a venda da marca para o todo-poderoso grupo LVMH (aquele dono de meio mundo das marcas luxuosas, dá até medo), o responsável por levar as criações adiante passou a ser o queridinho da alta-costura contemporânea, Christian Lacroix. Continuamos amando e querendo Pucci mais do que nunca. Mas… mmmmm… com saudades de Emilio.

Falei da super linda e cheinha Nigella no post anterior e me lembrei de Big Girl, a ode às gordinhas que o cantor pop Mika gravou em seu disco-chiclete de estréia, Life in Cartoon Motion.
Mika é a última coca-cola geladinha do deserto, nas atuais circunstâncias do cenário da música pop. E ele também é muito estilosinho, eu mesma já me inspirei em alguns looks dele para me vestir. Porém não agüento mais ouvir Grace Kelly. Mas o cd é realmente bom, e sua música soa como uma divertida novidade, mesmo carregando influências pesadas de grandes artistas como Elton John e Freddie Mercury (de quem emprestou também os trejeitos, na maior cara-de-pau).
O terceiro single do cd, Big Girl, é uma homenagem às mulheres gordinhas. E é super divertida. Confira o clipe, saído direto do forno:
Minha irmã caçula, que gosta consideravelmente do Mika, ao ouvir minha babação de ovo em cima do lindinho dizendo “Ah, que lindo! Ele gosta de gordinhas! Esse cara não existe! Que homem!” soltou a seguinte pérola: “Sei… É óbvio que ele faz música dizendo que as gordinhas são lindas. É muito fácil quando você não pega mulher…” Ummmm… É vero! Ouvi a música de novo e fiquei imaginando o Ney Matogrosso compondo uma homenagem às corpulentinhas também. Vou ter que concordar com ela. O sonho e a motivação existe, mas os homens ainda querem a Gisele Bündchen.
Bom, a proposta desse blog nunca foi ser somente um blog de moda. É que essa é minha formação, então a tendência é que eu acabe escrevendo mais sobre moda do que eu pretendia. Mas a proposta é escrever sobre todas as coisas que aguçam os meus sentidos. E os sentidos dos outros também…
E por falar em sentidos, um dos meus sentidos preferidos é o paladar. Siiiim, eu faço parte do clube dos bons de garfo, e isso é um tormento quando se tem que lutar com a balança também. De qualquer forma, o paladar é um negócio que mexe comigo, não só no que diz respeito à comida, mas de uma maneira geral. Pode ser num beijo (de língua, sem língua, selinhos), numa lambida (ui!), até num escovar de dentes… Agora, quem realmente mexe com meu paladar é uma mulher. Epa, calma aê! Não é o que vocês estão pensando… hehehe… Explico.

A mulher é uma chef britânica chamada Nigella. Sim, britânica. Tanto se fala mal da cozinha britânica. Bem… eu nunca morei por lá (e até pretendo!), mas essa mulher certamente mudou meus conceitos sobre culinária. O divertido sobre Nigella é que, apesar de linda, ela é uma glutona. Sim, isso mesmo que você leu: G-L-U-T-O-N-A. Pode até ser que eu receba comentários indignados de fãs da moça, mas calma aí, porque eu também sou fã. E quem é fã de verdade tem que admitir: ela é brutaaaa! Glutona sim:
glutão fem. glutona Do Lat. glutone Adj. e s. m., que ou o que come muito e com avidez; comilão; voraz.
Sim, Nigella é voraz nas garfadas. E é divertidíssima, porque ela faz questão de assumir isso sem maiores complicações. No seu programa de televisão, transmitido no Brasil pela Net/Sky, Nigella apresenta receitas nem um pouco lights, totalmente baseadas no prazer de comer. Hedonismo culinário na sua mais pura forma. Ama cozinha à moda antiga, sem aquela ladainha de gordura vegetal e etc… Não, ela usa manteiga da mais gorda mesmo, sem dó nem peidade. Ama frituras mais que tudo. Sua guloseima preferida para comer sozinha é orelha de porco fatiada fininha e, obviamente, frita. Chocólatra também, claro. Chegou ao cúmulo de empanar chocolatinhos do tipo “prestígio” e fritá-los, para uma experiência mais interessante. E a bela devora cada imenso prato (acredite em mim, o prato dela é sempre IMENSO) que faz ao final do programa, na cara dura. E o telespectador fica lá olhando, idiótico, babando naquele pedaço imenso de cheesecake (aliás, foi somente com Nigella que a minha cheesecake antes maçuda virou um pedaço do paraíso)… Pelo menos é garantia de que ficou bom, né? Ou seja, ela é tudo o que eu gostaria de ser mas que faço de um tudo para evitar sê-lo. Oh, vida paradoxal…
Você deve se perguntar: Como essa mulher não é obesa mórbida ainda? Bom, ela pode ser glutona, mas é bem esperta. E também não é magrinha. Faz o tipo bem encorpada, cheinha, curvilínea. Mas ela confessa que, graças ao seu imenso talento e inventividade culinária, ela tem que se submeter vez ou outra a uma dieta básica. Mas até os pratos de dieta da Nigella (que ela já mostrou no programa uma vez), são tão convidativos e interessantes que eu não veria problema nenhum em ter que fazer mais uma dietinha nessa minha vida…
As receitas de Nigella geralmente não são complicadas, porque ela odeia ter trabalho na cozinha (além de tudo é preguiçosa! ai, meus 7 pecados capitais… hehehe), o que torna as coisas ainda mais convidativas para reles mortais como eu que não tem tanta aptidão. Se você também tem um mestre-cuca tresloucado e reprimido dentro de você, chegou a sua vez: no site oficial da linda cozinheira você encontra ainda um mooooonte de receitinhas para se divertir. Um brinde ao paladar!
É oficialmente inverno a partir de hoje. Mas aqui em Brasília é sempre verão. É engraçado abrir a janela e dar bom dia para uma Brasília ensolarada, porém bem agasalhada. Agasalhada, sim. Afinal de contas, podemos até não ter frio aqui no planalto central, mas a moda invernal chega, faz e acontece por essas bandas também. E o inverno 2007 nos permite muita coisa legal, como as ankle boots que deixam nossas pernocas de fora ou os vestidinhos… que também deixam as pernocas de fora, ora bolas!
E o SPFW acabou. Foi uma edição bem bacana, com algumas surpresas interessantes e, alguns diriam, descabidas, como só Herchcovich’s da vida sabem fazer. Mas foi legal acompanhar. O último dia nem selecionei fotos e nem pretendo. Dos que vi, não foi realmente empolgante, portanto caso você queira ver as fotos, pode clicar neste link e cair de boca nos últimos desfiles que fecharam o evento.

Quanto mais teatral a moda, penso eu, melhor. Principalmente quando falamos de desfiles. É realmente puro marketing, é show, é purpurina em cima de conceitos que serão vendidos. Por isso, a única coisa que me chamou atenção realmente foi o desfile de Jefferson de Assis, com modelos que entravam em cima de velhos pianos de madeira na primeira parte do desfile, levados por um trilho no chão. Teve até uma que entrou segurando uma tuba imensa! Coisas divertidas…

Outra que me surpreendeu: acabou o desfile de Érika Ikezili, e a peça que eu mais queria e não conseguia parar de olhar: a blusa/vestido que a própria estilista estava usando! Tinha uma parecida no desfile, mas a dela era tãããão mais bonitinha… É, o melhor realmente guardamos para nós mesmos, né?

Difícil selecionar os meus preferidos dos últimos desfiles até esta segunda. Teve desfile em que eu amei simplesmente todas as peças (meu favoritinho Ronaldo Fraga) e teve desfile em que eu não gostei de nada (Lorenzo Merlino). Vamos conferir.
A Água de Coco trouxe a minha modelo preferida de todos os tempos: Isabeli!!! E trouxe também drapeados e bikinis em lycra cintilante. Um show, claro. Mas o cintilante é tendência forte que a Cia. Marítima e até a Poko Pano também mostraram.

Isabela Capeto e seu look bucólico, batinha super 70’s…

A gente mal acredita que é o mesmo Alexandre Herchcovitch que assina a coleção da Cori. A bermudona com cintão é o meu must have!

André Lima e seu vestidão estampadão. Poderoso.

Look completamente “grifado, pero soy nerd” da Cavalera. Repare que as logomarcas são todas alteradas, um show! Eu quero já!

Uma sandália com jeitão de ankle boot ou uma ankle boot com jeitão de sandália? Não importa. O importante é que ficou divina em preto ou dourado, principalmente acompanhando o conjunto vermelho tomate!

O Bolsão futurista da Giselle Nasser e sua sandália meia pata pesadona são outros must have.

Mais uma referência ao smoking, dessa vez da Iódice. Uma gracinha!!!

A regata com estampa de garrafas de Jefferson Kulig! Muito cool!!!

O look branco total de Lino Villaventura. Aliás… todos os looks eram brancos. E os modelos estavam usando umas lentes brancas muuuuuito sinistras. Medo!

A única coisa que me arrancou um sorriso no desfile do Lorenzo Merlino, a sunga com suspensórios!!! Aliás, não foi sorriso, foi gargalhada… Fala sério, até na sunga???

Blazer, bermuda e camisa estampadinha no desfile do Mario Queiroz. E ainda ficou chique!

Mais futurismo prateado, só que dessa vez a silhueta é ovo, no desfile do portuga Miguel Vieira. Sim, muito bonitinho!

Não faço idéia do que seja isso, se é maiô com saída de praia grudada ou coisa parecida, eu não sei… É da Movimento. E é lindo e eu adorei! Se alguém souber o que é, favor brindar-me com um comentário explicativo, ok?

A Neon só desfilou peças maravilhosas. Mas este look com macacão preto é chapéu é meu favoritíssimo!

E a ankle boot texturizada do Reinaldo Lourenço? Outra que tem cara de sandália! Linda!!!

O look oitentinha da Simone Nunes também ficou show. Repare nas mangas arregaçadas do blazer. Muito 80’s!

Sim, somos 70% água. O modelo é 70% sexy e a Vide Bula é 100% ótima!

Eu não resisto a looks masculinos. A V.Rom merecia um oscar da moda masculina! Favoritérrimoooos…

Zigfreda joga com os verdes e o azulão. E acerta em cheio!

A Carlota Joakina fez uma moda mais sóbria nesse verão. Mas eu escolhi esse look pretão básico somente pelas sandálias brancas lindonas, as meias pretas (que Gloria Coelho também desfilou) e o batom azul! Nossa, azul até no batom!!!

O vestido de babados em camadas Do Estilista ficou muito estiloso com as botinhas. É um dos melhores vestidinhos da estação.

Turbante glamuroso e vestido chemise em verdinho fresco. Verão de filme hollywoodiano esse da Huis Clos…

E a meia pata/sandália/ankle boot de Samuel Cirnansck? Que loucura!

O meu mais favorito de todos, Ronaldo Fraga, foi simplesmente impossível escolher um look. Todos eram O MÁXIMO! Mas, se é pra escolher, acho que fico com o look de bermuda xadrez e camiseta estampada com o espiral de um caderno! Lindo!

Anabela Baldaque soube fazer as misturinhas inusitadas que muita gente torce o nariz, mas eu adoro: listras com xadrez vichy!

Gloria Coelho (à sua maneira mais gótica e chic, claro!) trouxe inspirações carnavalescas para o vestido verdinho estampado com máscaras. Claro, o carnaval da Gloria é o de Veneza, provavelmente… E as meias pretas são um luxo! Será que pega no verão?

“Memoire de la Nuit” é o penúltimo espetáculo da Mostra Internacional de Teatro em Brasília. E, arrisco dizer, o mais instigante de todos. O espetáculo com o título francês é criação do suíço Phillip Böe, com texto em inglês e inspirado nos quadros do belga René Magritte. Eu sei, parece uma bagunça cultural. E é mesmo. O que sempre torna as coisas mais interessantes.

Böe, um carequinha alto cheio de expressividade.
Phillip Böe é um ilusionista fantástico. E ele quebra as barreiras entre teatro e ilusionismo, com seus movimentos vezes bruscos, vezes sutis, e sempre inesperados. Em “Memoire de la Nuit”, Phillipe encara o palco sozinho, contracenando com objetos que se movimentam surrealisticamente, criando e recriando cenas e referências aos quadros de René Magritte. Böe é um detetive que investiga um assassinato. Ao recriar a cena do crime, tentando entender o funcionamento da mente de um assassino, o detetive é levado aos recônditos de sua própria mente e memórias. O ilusionismo e os elementos surreais (inspirado também no interessante e bizarro David Lynch) fazem o espectador tanto se virar e revirar na cadeira, agoniado, quanto ficar estático, compenetrado, absorto. Loucura pura. E, por isso mesmo, uma delícia!



O chapéu coco, o céu azul com nuvens, a pomba e o tecido branco que envolve o rosto: elementos recorrentes de Magritte que contracenam com Böe em “Memoire de la Nuit”.
O espetáculo é mais interessante ainda quando se conhece bem o trabalho de Magritte. Mas, com o pouquinho que eu conhecia do pintor surrealista, já foi de encher os olhos. Imagino o estrago que fez na cabeça dos aficcionados por arte sentados na fileira atrás de mim! Phillip Böe é muito competente, tanto como ator quanto como ilusionista. A trama se desenrola em cima de pouco texto, mas a mímica é uma lingüagem muito mais forte do que eu esperava. Certamente guardarei loucas memórias dessa noite nos recônditos da minha mente.
E segunda tem mais comentários sobre o SPFW. Esse negócio de tentar fazer em tempo real é muito exaustivo, já que eu não estou exatamente na bienal lá em sampa… Então eu deixo pra fazer meu apanhado geral do finde na segunda. É preciso viver, né?!

Até lá então.
Nesse verão, enquanto algumas marcas resolveram se jogar na ousadia (como o Herchcovitch fez), outras muitas marcas resolveram apostar no clean, e dá pra perceber que várias coleções trouxeram uma cartela de cor bem “calminha”, sempre com alguns pontos de luz em tom flúor, a coqueluche da próxima estação.
Os beginhos, os cinzas, metalizados ou não, os gelos, os branquinhos e algumas outras variações de inho fizeram a cabeça da Zoomp nesse verão. Mas o interessante é que isso não descaracterizou em nada a marca. A Zoomp continua sexy até dizer chega. Só que esse verão ela é sexy e ultra chic. Tá bom pra você?
O branco já veio forte o verão passado. O Fashion Rio semana passada avisou que ele continua com tudo. E a Zoomp é mais uma no SPWF a confirmar que o look branco é tendência forte. Cintura marcada em preto: belo!!!

“Pontos de Luz” em verde. E a cintura continua marcada. Ah, saia balonê! Ninguém cansou dessa bendita balonê ainda???

Alessandra Ambrósio é a cara da Zoomp. Momento “não canso de ser sexy”.

Detalhe da bolsa e sandália da Zoomp. Eu também quero.

O cinza metalizado na parka, acompanhada do (novamente, que surpresa!) cinto preto. Futurismo!

Jeans de cintura alta + jaquetinha de gola mais alta ainda = ?… Não sei, dá uma agonia de olhar… Mas a proposta em si é bem bacana, e a lavagem do jeans é show!

Alguém ainda tem dúvida do acessório masculino que vai pegar nesse verão?

Cintura marcada nos rapazes? Ficou charmoso, não?

Coletes, chapéu fedora e tudo mais para os moços ficarem ultra arrumadinhos. Mas o hit mesmo serão os hoodies (casacos de moletom com capuz), que fica um charme se misturado às peças de alfaiataria.


Foi uma coleção muito gostosa de ver. Sem muitas ousadias, mas tudo estava tão lindo… Não resisto. Eu amo moda masculina, geralmente adoto algumas tendências masculinas no meu guarda-roupa também. Tem sempre tanta coisa interessante e prática. Com certeza, se eu fosse homem, certamente me vestiria mil vezes melhor do que como mulher!
Arquivado em: 60's, 70's, 80's, art, arte, design, fashion, moda, music, música, passado, rock
Fato: o rock dominou as passarelas paulistas neste segundo dia de SPFW. Depois de fazer de um tudo com o smoking na coleção feminina, Alexandre Herchcovitch não deixou por menos e fez um estraaaaago no segundo dia do evento. Ele não simplesmente se inspirou em rock, como encheu a passarela de metaleiros cabeludos com um look meio alice cooper, meio kiss, meio corvo, porém sempre medonho, claro. Já a Ellus apostou num rock mais clássico, empoeiradinho, com ares vintage, e mandou ver no logo dos Beatles. Sem falar da aparição quase relâmpago da atriz Chloë Sevigny. Mas valeu a pena. Se não fosse combinado, eu acreditaria que ela vestiu aquele look Ellus pra sair de casa, nem que fosse pra comprar pão! Tão linda e estilosa aquela loira…
Agora vamos aos looks rock’n'roll.

Alfaiataria para os roqueiros? Sim, claro, por quê não?!




Na regata, Black Sabbath e Iron Maiden.

As cores do verão de Herchcovitch, tanto feminino quanto masculino, foi cheio de preto, branco e vermelho tomate (aquele primo do laranja, sabe?). Repare na jaqueta “ensangüentada”.

A Ellus e os suspensórios muito lindos! E referência aos Beatles por todos os lados.



Bermudas e blazer, o hit do verão desde já.

E os amarelos!!! Falei que o amarelão era hype, não falei?


O detalhe em pink na foto acima é o melhor. E na foto abaixo, a maravilhosa e pesadíssima sandália.


E a musa Chloë encerra o desfile com cintura altíssima, preto e branco e a minha sandália favorita.

É aquela coisa, como diz a música: Eu sei… é só rock’n'roll… mas eu gostoooooooo!!! Yes, i do!
Looks, looks e mais looks interessantes desse segundo dia de São Paulo Fashion Week.
Afroreggae estréia no evento fazendo um barulho muito bom.



A Maria Bonita brincou de alfaiataria com o moletom cinza mescla. Resultado: EU QUERO!!! Sem falar dos brilhos “molhados”, lindos!




A Poko Pano desfilou looks quase artesanais, uma super produção. E teve Mariana Weickert linda e nada magricela. A gente agradece.



A Triton fez um verão peruíssimo para as adolescentes, totalmente inspirado na cantora Fergie. Divertido!




Ficou faltando só a Zoomp no meu catadão de imagens. Mas é que a coleção foi LINDA demais, são trocentos looks maravilhosos. Merece um post só pra ela. Mas isso a gente vê amanhã, ok?
Arquivado em: arte, celebridades, design, fashion, moda, music, música, rock
Um desfile sem boa música que faça o link da experiência audiovisual simplesmente não funciona. A Osklen sabe disso. E sabe tão bem, que fez a melhor trilha sonora do primeiro dia de SPFW. A coleção inspirada em Ipanema começou embalada por uma bossinha gostosa, passando para temas mais contagiantes e coloridos, até terminar em clima mais rock and roll, anunciando os looks pretos trabalhados em fibra de carbono. Além de um trabalho de deixar todo mundo de queixo caído, Oskar Metsavaht soube escolher a trilha sonora mais legal do evento, pelo menos até o momento.
Depois de fazer um esforcinho, consegui identificar as músicas da trilha sonora para dividir esse prazer com vocês. Você pode fazer o download da música clicando nos títulos abaixo! Olha só como eu sou legal com vocês… hehehe…
1. Center of gravity – Yo la tengo
Que engraçado encontrar essa gravação bem bossa-nova pela banda de rock nova-iorquina Yo La Tengo. Eu não conhecia muito da banda, mas a música é Ipanema pura, melhor escolha impossível. Talvez se fosse cantada por Bebel e João Gilberto não tivesse tanta graça quanto na interpretação do casal Ira Kaplan e Georgia Hubley. Abriu o desfile em meio aos tons de palha, numa atmosfera bem carioca e clean, tudo muito neutro. E muito gostoso!


O cantor americano de Atlanta, Donnie, me confundiu totalmente, enquanto assistia o desfile. Eu poderia jurar que aquela voz sublime era do cantor nova-iorquino Raul Midón. Muitíssimo parecida, pois evidentemente os dois cantores possuem uma influência enorme do mestre Stevie Wonder. Mas isso só torna as coisas mais interessantes, claro. A música é do seu álbum de estréia em 2002, The Colored Section. E, por trazer alguns elementos de música brasileira, a escolha de Do you know para a segunda e vibrante parte do desfile foi simplesmente perfeita! O arco-íris em degradê na seda pura foi o glamour alegre que faltava, já que estamos falando de Ipanema.

![]()

3. Mercy Mercy Me – The Strokes feat. Eddie Vedder & Josh Homme
Talvez, se fosse a versão original do inigüalável Marvin Gaye, não fosse tão eficientemente interessante. O cover de The Strokes em parceria com Eddie Vedder e Josh Homme com uma pegada rock e vozes à la bowie deu o tom certo enquanto os tons de cinza iam se transformando em looks de preto total, fechando o desfile com chave de ouro! Ficou o máximo.


É, pra uma coleção sobre Ipanema, tem muito gringo na soundtrack. Mas isso é que deu o tom, penso. Afinal de contas, como disse o próprio Oskar durante uma entrevista, Ipanema não é do Rio, Ipanema é do mundo.
O desfile feminino de Herchcovitch foi embalado por tango com pitadas de samba, como se pode conferir aqui. Detalhe para o trechinho de “Sign your name”, de Terence Trent D’Arby, no início (Que 80’s! E que cool!) E sua desconstrução do smoking até os vestidos foi um show.
O alarde em cima da coleção do estilista é grande, e provavelmente com razão. Mas, se for pra fazer um panorama geral do primeiro dia de SPFW, Herchcovitch apresentou justamente as cores mais trabalhadas nas demais coleções: preto, branco e vermelhão-tomate, quase laranja. E foi também a coleção que melhor soube fazê-lo. Portanto, ponto merecido do Alexandre. Os outros desfiles também não fizeram feio. Vamos aos looks bacaninhas, então.

Um quê de Björk e seu cisne branquinho.



Look estilo smoking da Uma. Ooops… Coincidências do destino??? A marca se focou mais nas cores flúor.


Luiza Brunet arrasou de metalizado, desfilando pela Tereza Santos.

E a Fórum também mostrou preto, branco e vermelho, entre alguns amarelos, roxos e azuis.


E olha a cintura altíssima! Lá vem ela…
Arquivado em: fashion
O clima de Riviera Francesa dos anos 70 do desfile da Cia. Marítima trouxe o verão mais chique e poderoso da moda praia de 2008. Uma coleção para poucas (e poderosas) mulheres. Estampas psicodélicas, muito dourado nos detalhes, muito glamour e lenços que remetem à Hermès. Sem falar do elenco estelar na passarela. Era uma constelação de mulherões. Deu vontade de sair correndo pra academia, pra ver se dá tempo de ficar assim espetacular para o verão.
Dá pra ser mais linda do que Ana Beatriz Barros e Juliana Imai?!!


Olha o macacão… Lindo!



Lenços, lenços… verão sexy.

Essa barriga da Fernanda Lima me dá um certo medo…

E o crédito das fotos é da tia Glorinha de novo, claro.
Arquivado em: fashion
E não é que a Maitê está certa? Perguntada pela equipe do GNT Fashion sobre “O que Moda não é?”, ela respondeu que Moda não é algo desimportante, e que hoje ela assiste a um evento de moda como quem vai assistir uma exposição de arte moderna. E essa mulher, além de linda, escreve lindamente.
Se você acha que está alheio à moda, meu querido, então tenho novidades: você não está.
Para comprovar, isso me fez lembrar de um trecho do filme “O diabo veste Prada”, quando a poderosa Miranda (Meryl Streep) fala sobre o sweater azul da Andy. Vale a pena assistir o filme para entender o mercado de moda e seu funcionamento. Além de ser divertidíssimo, claro. Reflitam.
“…Essas coisas? Ah, ok, entendi. Acha que isso não tem nada a ver com você. Você vai até o seu guarda-roupa e escolhe esse sweater azul folgado para dizer ao mundo que se leva muito a sério para se importar com o que veste. O que você não sabe é que esse sweater não é apenas azul. Nem turquesa, nem lápis-lazúli. Na verdade, é cerúleo. E você também não tem a menor noção de que, em 2002, Oscar de la Renta fez vestidos cerúleos e Yves Saint Laurent fez jaquetas militares cerúleas. E o cerúleo logo foi visto em oito coleções diferentes. E acabou nas grandes lojas de departamento e, um tempo depois, em alguma lojinha vagabunda onde você, sem dúvida, o comprou em uma liqüidação. No entanto, esse azul representa milhões de dólares e incontáveis empregos. E é até meio cômico que você ache que sua escolha a isente da indústria da moda quando, de fato, você usa um sweater que foi selecionado pelas pessoas nesta sala. No meio de uma pilha de coisas.”

Ra-rá! E você achava que não tinha nada a ver com isso, né?
Arquivado em: bling bling, celebridades, fashion, hip hop, moda, music, música, passado, vídeos, youtube
Esse vídeo é algo assim, podemos dizer, antigo. E por antigo leia-se 2003. Mas fazia um tempo que eu não assistia e quando assisti de novo hoje, refleti um pouco sobre como os rappers e todos os envolvidos na cultura hip hop adoram moda. E como a consomem! E não é qualquer moda, ou só streetwear. Eles querem mais é alta-costura! Foi-se o tempo em que ser rapper significava ter um armário composto basicamente de roupas esportivas em tamanho quatro vezes maior do que o necessário. O que é, realmente, um alívio para os nossos olhos. Eu gosto muito de ver gente emperequetada, mas a febre do “bling-bling” é de cegar o olho de qualquer um.
Ora, bling-bling é o termo que eles usam na comunidade hip hop para designar esse estilo de vida repleto de ostentação, em que a marca registrada é andar coberto de jóias, como os rappers adoram fazer. É claro que há muito mais por trás do bling-bling do que somente ostentação. Se formos analisar mais profundamente, é algo muito mais forte do que nós brasileiros podemos imaginar quando assistimos aos clipes de hip hop americanos e nos deparamos com toda aquela ostentação aparentemente patética. Mas o fato é que, numa sociedade de racismo arraigado como a americana, onde as oportunidades para um negro e um branco ainda diferem, um negro aparecer na televisão por causa de sua música (ou sua arte, para os que assim a consideram) totalmente negra (afinal de contas, o hip hop nasceu na comunidade negra), fazendo o maior sucesso entre diferentes mercados do MUNDO TODO e ganhando rios de dinheiro… Bem, é algo a se comemorar, e muito! Ou seja, por mais que pareça bobagem ver aquela ostentação toda nos videoclips de hip hop, é algo que vai muito além do dinheiro. É mais uma forma de afirmar o espaço da comunidade negra na sociedade americana e, de certo modo, estão dizendo “olha só, estamos aqui, espalhando nossa cultura pelo mundo e ganhando muuuuuito dinheiro com isso, muito mais dinheiro do que você, mesmo que não sejam oferecidas as mesmas oportunidades para crianças negras e brancas”. Parece uma coisa arcaica, mas o fato é que é assim mesmo, todas essas coisas ainda estão muito mais presentes do que imaginamos. Infelizmente.
Já até tive minha fase mais hip hop. Hoje nem ouço mais. Mas algumas coisas merecem nossa atenção, como esse vídeo lindo em parceria com o fofo Pharrell. Modelos maravilhosas, uma passarela fervilhante, caras e bocas de Naomi Campbell. E a música ainda é boa.
