
Viveu mesmo? Eu vivi uma parte dele, não vou mentir… Mesmo que você não tenha vivido toda a década, com toda essa onda de revival dos anos 80 na moda, é difícil esquecer essa “década perdida”. A Imaginarium lançou uma coleçãozinha inspirada na década, chamada “Eu amo anos 80″, cujas camisetas e moletons tem estampa baseada nos jogos de Atari! E ficou lindo! Minha peça favorita é o cachecol, um must-have. Confira algumas delas abaixo, com destaque para a cueca com desenho de joystick, escrito “Do you wanna play?”. Impagável!




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Fashion e Trashy ao mesmo tempo?!! Só poderia ser um filme oitentista! Tudo bem, esse filme foi lançado em 1990, mas pode sim ser considerado um oitentista, já que foi filmado em boa parte durante o final da década de 80. Um cláááássico da Sessão da Tarde, é tão ruim que é bom. Sob o título em português de “Vivendo um conto de fadas”, o filme Stroke of Midnight (também conhecido por If the shoe fits) é uma adaptação modernosa do conto de fadas mais batido de todos os tempos: Cinderela.
Sim, e apesar de existirem umas trezentas adaptações cinematográficas da história de Cinderela (incluindo algumas pérolas como Uma Linda Mulher e Para Sempre Cinderela), essa versão do pouco conhecido diretor televisivo Tom Clegg inova ao mergulhar o conto de fadas no mundinho da moda, mais exatamente no epicentro fashion do globo: Paris.
Então a história fica assim: A Cinderela é Kelly Carter, uma camareira de desfiles durante o dia e uma talentosa aspirante a designer de sapatos durante a noite. Apesar de trabalhar para o estilista mais hype do momento, a mocinha nunca conseguiu mostrar seu trabalho para ninguém, até que uma misteriosa mulher cruza seu caminho e acrescenta poderes mágicos a uma de suas criações, um sapato que obviamente não é de cristal. Toda vez que Kelly calça o sapato, ela vira uma beldade sensacional. Na verdade, é só uma questão de um pouco de maquiagem e gel no cabelo, mas… vocês sabem, filme é filme! Use sua imaginação, é só entretenimento mesmo.
Quem faz o papel da gata borralheira Kelly Carter é Jennifer Grey, a eterna Baby de Dirty Dancing e a chata irmã mais velha de Ferris Bueller em Curtindo a vida adoidado. Jennifer exala carisma como em todos os seus filmes, o que torna nossa empatia pela mocinha quase que instantânea. Mas isso também não quer dizer que sua atuação seja digna de Oscar, obviamente.
Já o nosso príncipe encantado não poderia ser mais perfeito: Rob Lowe, jovem e lindo (!!!), interpretando o poderoso Francesco Salvitore. Sua atuação exagerada e canastrona poderia ser um problema, mas não chega a atrapalhar. Pelo contrário, acho até que ajuda na atmosfera caricata do filme. E a escolha não poderia ser mais acertada para um conto de fadas: um homem liiiiiiindo, riquíssimo, dono da grife mais quente do momento em Paris, que entende tudo de roupas femininas e ainda é hétero? Só poderia ser o Príncipe Encantado mesmo. Realmente, não poderia haver personificação moderna melhor para um príncipe encantado do que um poderoso designer de moda.
E assim o filme funciona super bem, como o que se propõe a ser: uma comédia romântica (mais comédia do que romântica) cheia de figurinos extravagantes. Justo aqueles figurinos que nos fazem morrer de vergonha dos anos 80, mas também justo aqueles que fazem do lixo oitentista pérolas cinematográficas, perfeitas para a boa e velha sessão da tarde.
Clique na imagem abaixo para conferir o trailer do filme.
Ps.: E por falar em Jennifer Grey, só muito recentemente fiquei sabendo que a atriz resolveu fazer uma plástica no nariz em 1989, o que não deu muito certo e ela teve que fazer outra em 1992. Depois da segunda plástica, Jennifer ficou completamente irreconhecível. Dizem as más línguas que foi isso que acabou com a carreira da moça. Afinal de contas, você diria que esta moça é a Baby???
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Acho que o mundo da música está passando por um momento meio nostálgico. Nada de muito inovador acontece no cenário musical atual, então a gente acaba querendo reviver os bons e divertidos momentos do passado. É fácil perceber, todos os artistas atuais bebem da fonte de algumas estrelas das últimas décadas. Em alguns casos, descaradamente, como Justin Timberlake enche a cara de Michael Jackson e Prince, e ainda se acha o último biscoitinho do pacote por causa disso…
Mais do que se inspirar em sons do passado, tem muita gente do passado que resolveu voltar à ativa. Pode ser um up na carreira, definitivamente. Exemplo é a volta do The Police. Depois de uma longa espera, os fãs puderam pirar ao som de Roxanne novamente, na cerimônia do Grammy em fevereiro. Outro que “voltaria à ativa” é o Prince. Coloco entre aspas porque, na realidade, os fãs de verdade sabem que ele nunca parou de trabalhar e lança cds quase que anualmente. Mas já faz tempo que deixou a mídia e as paradas de sucesso. Seu retorno triunfal veio com o show no intervalo do Superbowl americano, o mais assistido de toda a história do Superbowl, diga-se de passagem. O artista cantou antigos sucessos e levou a multidão à loucura com Purple Rain. Acho que a música dos anos 80 nunca esteve tão em alta desde a própria década de 80. É divertido revisitar o passado, principalmente quando hoje não toca nada empolgante nas rádios.

A feliz volta de The Police no Grammy Awards 2007.

O eletrizante show de Prince durante o intervalo do Superbowl. Que retorno!
Vinda de um passado mais recente, a princesinha do pop Britney Spears virou a rainha da baixaria, casou-se, teve filhos, divorciou-se, embebedou-se (muito, aliás), raspou a cabeça e virou adepta das perucas. Agora ela também quer voltar aos palcos. Claro, por que não?! Afinal de contas, se tantos artistas estão voltando, por que a antiga realeza-farofa do pop não pode ter uma segunda chance também? Na pior das hipóteses, vai ser divertido, bom pra dar umas risadas…

E antes de haver Britney Spears, o ídolo das massas adolescentes era nada mais nada menos que… Spice Girls! É, eu me lembro, até pela minha pouca idade (haha), de como as defensoras do Girl Power espalharam suas plataformas imensas, seus figurinos de gosto duvidoso e sua música chiclete pelo mundo todo. Até pirulito das Spice Girls tinha. E, num momento à la Beatles, até filme teve. Farofa demais pra você agora? Pois é, mas elas estão voltando!!!

Depois de muitos anos separadas e engajadas em carreiras-solo que nunca deveriam ter acontecido, as verdadeiras garotas super poderosas estão de volta, prometendo uma tour mundial! Eu sei, isso pode soar como a pior notícia dos últimos tempos. Mas na realidade vai ser bem divertido, e ainda vamos salvar nossos ouvidos de ouví-las cantando suas xaropes musiquinhas de carreira-solo. Vamos reunir as Spice Girls novamente para que elas façam aquilo que elas realmente sabem fazer: quase nada, porém unidas, chacoalhando os corpinhos e fazendo a bagunça musical que entretém as massas!

Se elas vierem ao Brasil, milhares de moças adultas (antes adolescentes especialistas em cover das Spice – eu sei, eu também brincava de ser spice girl…) vão surtar. A pergunta que não quer calar: Será que as Spice Girls vão adotar o visual de antigamente??? Pelas fotos, a gente nota que o tempo realmente não perdoa… Aguardemos, conferindo o divertido vídeo abaixo, onde elas anunciam a volta do grupo.
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Fato: o rock dominou as passarelas paulistas neste segundo dia de SPFW. Depois de fazer de um tudo com o smoking na coleção feminina, Alexandre Herchcovitch não deixou por menos e fez um estraaaaago no segundo dia do evento. Ele não simplesmente se inspirou em rock, como encheu a passarela de metaleiros cabeludos com um look meio alice cooper, meio kiss, meio corvo, porém sempre medonho, claro. Já a Ellus apostou num rock mais clássico, empoeiradinho, com ares vintage, e mandou ver no logo dos Beatles. Sem falar da aparição quase relâmpago da atriz Chloë Sevigny. Mas valeu a pena. Se não fosse combinado, eu acreditaria que ela vestiu aquele look Ellus pra sair de casa, nem que fosse pra comprar pão! Tão linda e estilosa aquela loira…
Agora vamos aos looks rock’n'roll.

Alfaiataria para os roqueiros? Sim, claro, por quê não?!




Na regata, Black Sabbath e Iron Maiden.

As cores do verão de Herchcovitch, tanto feminino quanto masculino, foi cheio de preto, branco e vermelho tomate (aquele primo do laranja, sabe?). Repare na jaqueta “ensangüentada”.

A Ellus e os suspensórios muito lindos! E referência aos Beatles por todos os lados.



Bermudas e blazer, o hit do verão desde já.

E os amarelos!!! Falei que o amarelão era hype, não falei?


O detalhe em pink na foto acima é o melhor. E na foto abaixo, a maravilhosa e pesadíssima sandália.


E a musa Chloë encerra o desfile com cintura altíssima, preto e branco e a minha sandália favorita.

É aquela coisa, como diz a música: Eu sei… é só rock’n'roll… mas eu gostoooooooo!!! Yes, i do!
O desfile feminino de Herchcovitch foi embalado por tango com pitadas de samba, como se pode conferir aqui. Detalhe para o trechinho de “Sign your name”, de Terence Trent D’Arby, no início (Que 80’s! E que cool!) E sua desconstrução do smoking até os vestidos foi um show.
O alarde em cima da coleção do estilista é grande, e provavelmente com razão. Mas, se for pra fazer um panorama geral do primeiro dia de SPFW, Herchcovitch apresentou justamente as cores mais trabalhadas nas demais coleções: preto, branco e vermelhão-tomate, quase laranja. E foi também a coleção que melhor soube fazê-lo. Portanto, ponto merecido do Alexandre. Os outros desfiles também não fizeram feio. Vamos aos looks bacaninhas, então.

Um quê de Björk e seu cisne branquinho.



Look estilo smoking da Uma. Ooops… Coincidências do destino??? A marca se focou mais nas cores flúor.


Luiza Brunet arrasou de metalizado, desfilando pela Tereza Santos.

E a Fórum também mostrou preto, branco e vermelho, entre alguns amarelos, roxos e azuis.


E olha a cintura altíssima! Lá vem ela…
Passeando pelas tags do FilmeFashion, esbarrei na tag Milão, tropecei e caí de cara num vídeo feito pelo Style.com, da Semana de Moda de Milão – Primavera/Verão 2007. Ou seja, notícia velha. Mas, na realidade, esse vídeo é totalmente “assistível”, não pelas fortes tendências que ele enumera (o que, aliás, agora já não são mais tendências, e sim moda concretizada). O vídeo começa falando que os 60’s estão de volta, todo aquele lance de vestidos curtos em A, o prata, metalizados, o futurismo otimista daquela década em que o homem pisou na lua pela primeira vez… ou seja, tudo aquilo que está definitivamente bombando agora no mundo fashion. Sem falar dos anos 80. Se os anos 60 parecem nunca sumir das passarelas, mais difícil ainda é desestacionar o caminhão de lixo dos anos 80 desde que os anos 90 se foram. Tim Blanks afirma: “A Moda ama os 60’s, ama os 80’s… está amando até os 90’s (!!!) no momento. De fato, a moda ama o passado.“
Ok, a moda ama o passado. Não é, de certa forma, engraçado? A moda, para que exerça sua função-moda, precisa negar a si mesma. No caso, nega sempre a estação passada. O atual é o que funciona, é o que rege. O que passou, passou. Em teoria. Porque a moda, de fato, ama o passado. Que coisa, não? Isso só funciona realmente porque a moda ama o passado distante. E por distante, coloca aí umas duas décadas, pelo menos! Isso funciona também conosco. É muito mais fácil olhar para os erros de um passado distante e rir despretenciosamente, conversar abertamente sobre isso e tal. Mas erros de um passado recente sempre nos matam de vergonha… É preciso esperar a poeira baixar mesmo.
Então tudo bem. Fashion loves past. Of course, we love it too.
