Sensorial Trip


Piada pronta?
Dezembro 6, 2008, 8:04 am
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A nova animação da Disney Pixar é sobre um senhor que decide amarrar balões de festa coloridos em sua casa e sair voando. Qualquer semelhança com fatos reais brasileiros são mera coincidência. Ops.



Kanye West clean e de coração partido

Adoro aquele estilo arrumadinho do Kanye West. Terninhos ajustados, sempre comedido e clean, diferente dos outros rappers, até dos mais metidos à estilosos, como o P. Diddy. Agora parece que Kanye resolveu adotar o mesmo estilo clean no seu novo cd, 808’s & Heartbreak. Em tons de off-white e contrastes de preto, azul, variações de cinza e vermelho, o álbum é, visualmente, um tiro que acertou o alvo.

808sheartbreak_cover

808’s & Heartbreak vai oficialmente pras lojas dia 24 de Novembro. Maaaas… graças à boa e velha internet, já é possível conferir várias faixas (ou o álbum todo) do cantor por aí. Tá, eu confesso, eu já baixei e já dei uma boa escutadinha nas faixas do novo disco de Kanye. Foi o trabalho mais diferente de Kanye que já ouvi. Cantando mais do que somente fazendo rimas de rap, dá pra sacar que Kanye West está realmente de coração partido. Como eu não leio tanto colunas de fofoca como eu gostaria, não sei o que se passou com o coitado pra ele estar assim nesse estado deplorável e ainda cantar “mantenha seu amor trancado”. Mas que Kanye sabe como curtir uma fossa com muito estilo, disso ninguém tem dúvida.

O primeiro single, Love Lockdown, é a minha favorita do momento, até mesmo porque foi ela que me chamou atenção pro álbum. As batidas extremamente tribais dão a energia passional pra uma música que mostra a apatia de um coração abatido pelo amor. Fiquei chocada com a profundidade semiótica que uma música de um rapper pode alcançar. Mas, claro, não é qualquer rapper. É Kanye West. E ele não seria considerado a última coca-cola geladinha do deserto se ele realmente não o fosse. Um bom presente de Natal esse cd, hein?

Veja o clipe e delicie-se com a confortável estranheza dos tons de branco, preto e neon.



Porque eu sou uma diva!
Julho 10, 2008, 6:45 am
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Juro, preciso de uma dessas na minha vida. Uma diva nunca estará completa sem sua banheira. Nada daquelas hidromassagens com cara de motel, não! Banheira de diva tem que ser banheira vitoriana, banheira eduardiana… a dica é vir adjetivada com o nome de algum fulano real, aí você sabe que está no caminho certo.



Sushi freaks
Junho 18, 2008, 1:56 am
Arquivado em: acessórios, art, arte, beleza, bizarrices, criatividade, culinária, design, estilo, fashion, internet, style

Eu adoro comida japonesa. Adoro sushi, sashimi, temaki e tudo com muito wasabi em cima e um básico shoyo pra acompanhar. Amo mesmo!

E você, também é doido por um sushizinho? Então quem sabe você também vai ficar doido ao ver que existem outros tão doidos quanto você por aí que até criaram umas almofadas em formato de sushi! Olha que coisa mais fofaaaaaa!!!

E não pára por aí. Além das almofadas de salmão, rolinho e atum, ainda tem bottons foférrimos de (adivinhe!)… sushi! Por 8 dólares você leva um set de 6.

Ok, então você é daqueles que curtiu tanto a idéia de sair por aí declarando seu amor pela culinária nipônica que não quer parar só no botton e almofada. É preciso se auto-decorar? Então pronto! Seus problemas acabaram! Também tem colares e brincos com sushizinhos, biscoitos da sorte e até mesmo brincos e colares com Onigiris (que são basicamente uns bolinhos moldados com arroz cozido, DELICIOSOS!) e carinhas felizes!

A loja virtual Shanalogic vende todas estas coisinhas fofas e entrega aqui no Brasil também. Pra fanático nenhum botar defeito.



Björk ou não? Eis a questão.
Setembro 2, 2007, 11:19 pm
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bjork00.jpg

Eu demorei pelo menos uns sete anos da minha vida para começar a entender essa mulher, a Björk. Eu demorei pelo menos sete anos da minha vida para descobrir que ela era muito mais do que uma doida que se vestia de cisne na cerimônia do Oscar. Eu demorei pelo menos sete anos da minha vida para captar e entender a sensibilidade e a intensidade na excentricidade daquela voz pouco convencional. Eu demorei sete anos para sentar no sofá e gastar duas horas do meu precioso tempo assistindo o filme em que ela atuou e cantou, e me acabar de chorar do início ao fim. Demorei sete anos pra ficar totalmente encantada com a poesia que seu feioso sotaque em inglês produz. E agora, quando eu finalmente me rendi aos encantos da música alternativa e experimental da islandesa Björk, ela decide vir ao Brasil. Mais oportuno, impossível.

Na realidade, eu ainda estou começando a conhecer todo o excêntrico universo de cores e sons da Björk. Não sei se ainda estou preparada pra encarar um show da Björk, talvez eu devesse ser mais fã. Ah, mas quem é que precisa ser fã realmente pra curtir um show? Fato é que a cantora está vindo pro Tim Festival, em outubro. E está causando o maior rebuliço nos muitos alternativos que a amam. Eu, que não moro nem São Paulo nem no Rio e nem em Curitiba, já comecei a cogitar a idéia de ir ao Tim Festival conhecer a musa de perto. Tenho fontes seguras que afirmam que Björk ao vivo é ainda mais incrível do que em cd.

O chato é que comprar ingresso para o Tim Festival sai os olhos da cara. O evento acontece entre os dias 25 e 31 de outubro, em quatro capitais: Rio de Janeiro, Curitiba, Vitória e São Paulo. Além da Björk, algumas outras atrações são super aguardadas, como a banda Juliette and The Licks (atriz que já foi até namorada do Brad Pitt e agora segue carreira como diva do rock), Cat Power, Artic Monkeys, The Killers e a dama do jazz Cecil Taylor, de 78 anos de idade. Amanhã começa a venda dos ingressos. Se eu resolver que devo sim ir ver minha nova e intrigante musa, então terei que decidir se vou pra São Paulo, Rio ou Curitiba. Se eu for pra Sampa, o ingresso da noite em que Björk se apresentará custa R$ 200,00, a pista. Se eu for pro Rio, o preço cai pra R$ 180,00. Agora, caso eu me arrisque em terras mais ao sul, pagarei R$ 60,00 pra ver Björk em Curitiba! Bastante convidativo, né? O ruim é que eu só tenho estadia de graça em São Paulo. E também ainda não achei ninguém que queira ir pro show da Björk comigo, muito menos em Curitiba. E agora? Ir ou não ir, eis a questão. Enquanto a gente pensa… que tal assistir um lindo vídeo com uma das minhas favoritas, Pagan Poetry? Aviso a quem tem estômago fraco: cenas de perfuração da pele. Ah, e também vez ou outra os peitos da Björk dão o ar da graça. Mas o vídeo é lindo, arte pura.



Moda como le gusta
Setembro 1, 2007, 8:24 am
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No meu roll de leiturinhas de moda, algumas coisas são bem peculiares. Você não vai encontrar um link pro style.com lá, pra você enlouquecer com milhões de fotos de milhares de desfiles. Isso é leitura obrigatória, meu bem. É o óbvio. E eu não vou te indicar o óbvio por aqui. Afinal de contas, não vai ser assim que eu vou aguçar os sentidos de um fashionista, um modernoso ou um curioso. O objetivo deste post não é fazer propaganda, mas sim te mostrar que os links não estão ali na coluna ao lado como mero enfeite. Se liga na lista…

Bom, comecemos com o About fashion. Por que visitar? Bem, basicamente porque é um blog escrito por Luigi, um estudante de jornalismo aficcionado por moda. E quando digo aficcionado, é aficcionado meeeesmo. Pouca gente realmente leva a moda tão à sério. Pouca gente inteligente como o Luigi leva moda tão à sério. E é uma delícia ler o que ele escreve. Blog competentíssimo, e também um dos mais hypes na blogosfera fashion brasileira.

Passemos ao Blogview. É uma mistureba cool. Como diz no próprio blog, uma visão múltipla da moda. Vários blogueiros fashion de responsa se juntaram para blogar num mesmo endereço, inclusive o fofo Luigi supracitado. É prático, assim você pode ler os principais blogueiros de moda sem precisar sair do blog e ficar perambulando de lá pra cá. É a modernidade a serviço do up-to-date cruel do mundo globalizado. E funciona!

Em seguida temos o Chic. Não é blog, mas é o meu pão fashion de cada dia há anos e anos. Primeiro porque eu amo a Gloria Kalil, aquela simpatia de pessoa, apesar de não corroborar com as idéias de etiqueta da tia Glorinha, mas isso não vem ao caso. O fato é que o Chic é mais que o site da Gloria Kalil. É uma revista online de moda, atualizada diariamente e o dia todo. Também tem cobertura dos principais desfiles das principais temporadas. E notícias do mundo pop, sempre uma delícia. Vale conferir… O chic nosso de cada dia nos dá hoje.

O próxima da lista é o CityRunway – Buenos Aires, que inaugura neste roll o gênero de blogs de streetfashion. O que seria isso? Bem, são site e blogs, geralmente de fotógrafos de moda, seja em sua cidade ou rodando o mundo, que estão sempre publicando fotos bacanas de pessoas nas ruas. É muito legal, porque nos dá um panorama do que acontece nas ruas, e como as pessoas assimilam as tendências ao redor do globo. O melhor do mundo globalizado é poder conferir o que o pessoal usa nas ruas de Tókio e em um clique checar as tendências pelas ruas da Itália e Paris. I just luv streetfashion blogs!

O Comunicando Moda reúne basicamente três coisas que eu adoro: Comunicação + Arte + Moda. Com esse combo, só pode ser coisa boa. Escrito pelo catarinense Francisco Ponciano. Por que visitar o blog do Francisco? Bem, não é todo dia que eu encontro um blog que fale de moda sob um ponto de vista artístico (porque o Francisco, além de ser especialista em moda, é também artista plástico) e isso torna as coisas muito mais interessantes, sem aquele gostinho superficial e efêmero da moda.

O Coolhunter Tendencias.tv é um blog dentro do Tendencias.tv, que cobre a moda urbana espanhola, mais especificamente em Barcelona. Ser um “coolhunter” hoje é ser, basicamente, um caçador de tendências e novidades. É o máximo, diga-se de passagem. E como Barcelona é um destino do meu mapa, não posso descuidar das tendências espanholas de jeito nenhum! Hehehe… Passando pelo blog, aproveite pra olhar todo o resto do Tendencias.tv, e já aviso que pode ser viciante.

Os hunters (ou caçadores, em tupiniquês) se proliferaram e hoje é possível encontrar blogs de streetfashion desde Paris até Tupaciguara em Minas Gerais. Bem, quer dizer… na realidade eu não faço idéia se existe algum blog da moda urbana da pacata cidade de Tupaciguara, mas foi meramente ilustrativo e você entendeu o que eu quis dizer, né? Os blogs multiplicam-se diariamente na net, não duvidaria nada que existisse um hunter de lá. Mas um dos mais famosos caçadores de tendências não tem um endereço fixo exato. O Face Hunter é um dos meus blogs de streetfashion preferidos, principalmente porque o talento e feeling do fotógrafo suíço sempre resulta em verdadeiros “eye candy for the style hungry”, algo mais ou menos como “docinhos visuais para a fome de estilo”. Ele sempre encontra uma galera que parece ter sido produzida pela própria Anna Wintour pra um editorial da Vogue. E você acha que esse povo loucamente estiloso tem personal stylist, meu bem? Pois é, não tem. Justamente porque eles nasceram pra isso… Verdadeiros artistas!

Para os amantes do cinema e da moda, o FilmeFashion é o lugar ideal. Na realidade, esse é o site/blog do Festival FilmeFashion (que aliás aconteceu esses dias atrás em Sampa), mas não fala somente da mostra de filmes. É um blog de moda ligada à quase todos os tipos de mídias, arte, música e cinema. Pra quem curte, é uma boa. E os mais famintos podem assinar a newsletter diária do site.

Sobre o blog Fora de Moda, eu repetiria tudo o que disse sobre o About Fashion. Acrescentado de mais arte. Cool stuff.

O Hel-Looks deve ser um dos que eu mais visito. Mais um site de moda urbana, dessa vez na cidade de Helsinki, capital da Finlândia. Quando você iria imaginar que na Finlândia existem as figuras mais talentosas, cheias de feeling pra moda, artistas do nosso século? Pois eu te digo que depois de freqüentar esse blog a gente entende melhor porque o berço da moda é a Europa. Recomendadíssimo.

Um blog sobre Marketing de Moda. Pra quem se interessa por marketing + moda (que é o meu caso), é deitar e rolar. Confesso que fiquei viciada desde que ainda tinha aulas de marketing na faculdade.

O site Fashion from Spain é como um portal oficial da moda na Espanha. Deu pra perceber que eu tô engajada em conhecer a moda de lá, né? Hehehe… Pois é, aqui tem informação até dizer chega.

Outro blog de moda bem hype é o Oficina de Estilo (que também colabora no Blogview e FilmeFashion). O blog da Cris e da Fê é um arraso fashion, pois as duas personal stylists são também um arraso fashion. Eu conheci o blog por acaso em minhas andanças internáuticas e descobri depois que a Fê é amiga de um amigo. Muito pop essas mulheres.

Os blogs Oh My Bag! e o Oh My Shoes! são basicamente uma forma de saciar minha fome por sapatos e bolsas. Sapatos, principalmente. Como eu amo sapatos! Amo tanto que já comprei muitos péssimos sapatos que não usei mais de uma vez, em atos impulsivos dignos de muito arrependimento de consumidor mais tarde. Ambos os blogs são um colírio para os olhos. Italianos, claro.

Os blogs Picturing Fashion Barcelona, Stilinberlin, The Clothes Project, The Sartorialist e Tokyo Street Style são todos blogs de moda urbana, com saborosas fotos de gente comum, como eu e você, em seus momentos fashion mais iluminados. Eu não me canso de ver… Acho que talvez o mais importante de todos esses blogs de streetfashion seja o The Sartorialist, provavelmente empatado com o Face Hunter, mas definitivamente um dos mais citados em grandes publicações de moda como a Vogue. E merecidamente, claro. Se não quiser conferir todos, opte por The Sartorialist, Face Hunter e Hel-Looks. Garantia de nenhum arrependimento.

Bom, recomendado está. Espero que vocês possam fazer bom proveito dos links e que essas páginas maravilhosas sejam mais um pretexto para sua visita no meu blog. Nos próximos posts, continuo a destrinchar os recônditos bloguísticos do Sensorial Trip, quando passo a tratar do outro blogroll, o “Outros viajantes e suas viagens…” Como diria o orkut, stay beautiful.



Do avesso
Agosto 20, 2007, 10:58 pm
Arquivado em: art, arte, blogs, criatividade, design, experimental, fashion, moda

Uma amiga se espantou ao perceber que eu estava usando um colete do avesso. É que eu gosto mais do forro do que a estampa de fora, ora bolas…

Na realidade, usar roupa do avesso não é um problema. Nem roupa ao contrário. Também não é problema usar a camisa do seu pai como saia ou a saia de tule como um top espalhafatoso. O que te der na telha fazer com sua roupinha, caro amigo: FAÇA. 

Um maquiador muito sábio uma vez disse num programa de tv, no momento não me recordo do nome do maquiador e nem do programa de tv, mas suas palavras foram essas: “Use sua maquiagem como bem entender para compor seu visual. Você pode sim usar seu blush como sombra, seu batom como blush, sua sombra como batom e o que mais você quiser. É como pintar uma tela e essas são suas tintas. Não há restrições, seja criativo.”

Eu penso sempre nessa frase quando vou me maquiar. E penso mais ainda quando vou me vestir. É tudo lúdico, é tudo parte de uma composição maior. E ainda dizem que moda e arte não tem nada a ver, né?… Faça algo diferente hoje: vire a camiseta do avesso (claro, uma camiseta que tenha um avesso interessante de se ver!) e saia na rua sem medo de ser lindamente feliz!

“Camisa do papai que virou saia com apenas algumas amarrações básicas”, tirada do The Sartorialist.

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Drummond
Agosto 17, 2007, 12:21 am
Arquivado em: art, arte, criatividade, experimental, passado, poesia

Para causar arrepios, lágrimas, reflexões… Nada mais pode causar tantas viagens sensoriais quanto a poesia. E nisso, Drummond é especialista.

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Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

 

O chão é cama

O chão é cama para o amor urgente
amor que não espera ir para a cama.
Sobre o tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a úmida trama.

E para repousar do amor, vamos à cama.

 

Poema da necessidade

É preciso casar João,
é preciso suportar, Antônio,
é preciso odiar Melquíades
é preciso substituir nós todos.

É preciso salvar o país,
é preciso crer em Deus,
é preciso pagar as dívidas,
é preciso comprar um rádio,
é preciso esquecer fulana.

É preciso estudar volapuque,
é preciso estar sempre bêbado,
é preciso ler Baudelaire,
é preciso colher as flores
de que rezam velhos autores.

É preciso viver com os homens
é preciso não assassiná-los,
é preciso ter mãos pálidas
e anunciar O FIM DO MUNDO.



O direito de resposta, em bom português.
Julho 30, 2007, 3:23 pm
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Eu sei que eu disse que estava com bloqueio criativo. De certa forma, ainda estou. Mas algumas coisas despertam a gente da inércia, aí dá vontade de escrever alguma coisa. Na realidade, eu nem escreveria, caso meu domínio do espanhol fosse maior do que é no momento. Mas como meu espanhol ainda não passa muito do esforçado “¿hola, qué tal?”, resolvi desabafar em bom português.

Veja bem, estou fazendo aulas de espanhol durante essas férias. E, para variar, eu sou provavelmente a figura mais estranha dentro da classe. Não que eu não esteja acostumada com o fato, pois quando se lida com moda, isso acontece e muito. Quando contei em que área me formei, foi bem sonoro: “Aaaah… faz sentido, bem que eu percebi você toda diferente…” Anyway, ser igual realmente já não me atrai há tempos. E claro que somos todos figuras interessantes e diferentes na classe, mas visualmente falando… talvez meus cabelos pintados, minhas leggins e vestidos coloridos me denunciem como pouco ortodoxa. Imagine se eu já tivesse feito as tattoos que tanto gostaria!

Bom, diferenças à parte, essas últimas semanas se transformaram para mim em uma experiência fabulosa, não só pelo conhecimento da língua, mas pelas pessoas interessantes que pude conhecer. Muita gente divertida, inteligente, determinada, hilária, amável, etc, etc. A própria professora, uma paraguaya adorável, é merecedora de boa parte dos elogios.

Geralmente, eu gosto de pessoas. As pessoas em geral. O ser humano, que seja. Não sou criatura das mais sociáveis, mas também não faço tão feio no quesito. E ser relacionável pode ser delicioso, mas ninguém nunca é fácil. Principalmente quando se é uma figurinha… “diferente”, eu diria. Mesmo que todos fôssemos iguais, ainda assim seria sôfrego boa parte das vezes, pois ser humano que se preze sempre arranja uma desculpa pra uma briguinha, uma discussão, ou qualquer coisa que possa resultar em uma tertúlia. Na minha classe de espanhol não poderia ser diferente.

Num jogo proposto pela professora para fins didáticos (obviamente), sorteamos profissões em espanhol para cada um dos alunos. A idéia era: estamos dentro de um balão e alguém precisa pular, pois está muito pesado. Baseado na profissão da pessoa, vamos ter que escolher quem pula. E nós teríamos que gastar todo o nosso latim, quer dizer, o nosso espanhol, para convencer os outros de como nossa presença no balão era necessária.

Minha profissão no sorteio foi Massagista. Nada contra os massagistas (aliás, nada contra e tudo a favor, pois eu amo massagem!), mas eu sabia que não ia dar outra: eu ia ter que pular. Qual foi a minha surpresa, quando no outro grupo (eram dois balões) uma outra aluna sorteou a profissão de Modista. E sabe lá Deus o que eles realmente querem dizer por modista hoje em dia, já que para a maioria das pessoas não passamos de desenhistas e costureiros. Triste, porém real. Mas o fato é que havia uma modista no balão. E ela também sabia que iria pular, coitada.

Bom, eu nem precisei suar muito nas minhas justificativas para ficar no balão. Tinha uma vidente no balão. E até ela preveu sua queda. Acabei ficando no balão. Mas no outro balão, a modista não se salvou. E as justificativas, apesar de concretas, foram cruéis. “Moda é coisa de patricinha”. “Moda é coisa de gente superficial”. Coisas desse tipo não tardaram em ressoar pela sala. E eu, em defesa da classe, tentei explicar com o espanhol mais tosco da face da terra que as coisas não eram bem assim, que moda era uma coisa não somente importante, como é uma das faces da Arte. E eu voltava a escutar comentários compreensivelmente ignorantes. Aí não rolou: la sangre española falou mais alto nas minhas veias e comecei a falar em português, indignada com o fato de pessoas que se vestem todos os dias para ir trabalhar e pessoas que dizem adorar e comprar sapatos compulsivamente soltarem frases como “moda não é importante” ou “moda é coisa para patricinha fazer”. Mas como as conversas em português nunca duram na sala, logo eu deixei de lado a tertúlia e me concentrei novamente nos pronomes possessivos.

A unanimidade é burra. Certo, isso todos sabemos. Nem pretendo que todos entendam as coisas da mesma forma que eu. E eu entendo que a minha área esteja realmente cheia de pessoas pouco preocupadas em divulgar o sentido artístico da moda e da estética. A preocupação é mesmo a de ganhar dinheiro e escravizar a partir de tendências. Mas isso é tão pequeno, se olharmos para a imensidão da indústria de moda, os milhões de empregos e pessoas que fazem chegar até você o que quer que seja que você esteja vestindo agora. E nem vou mencionar as grandes e geniosas mentes artistas do século passado, de Chanel, Dior a Balenciaga e outros mais, que revolucionaram o estilo de vida da sociedade ocidental, trazendo a funcionalidade e a estética necessária à época.

É uma pena não termos memória. Mas tudo bem, tenho que ser compreensiva. Desabafei, agora é bola pra frente. De volta aos estudos, muchachos.



Que maravilha?
Julho 10, 2007, 8:47 pm
Arquivado em: art, arte, design, internet

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Eu não sei de onde tiraram que o Cristo Redentor é a terceira maravilha do mundo. Tudo bem, é uma coisa linda, mas a torre Eiffel ter ficado de fora foi dose. O complexo de castelos de Alhambra também foi de matar. Não é à toa que os europeus ficaram tão bravos com o resultado da votação. E como competir com 170 milhões de votantes com anos de treinamento via edições do Big Brother Brasil? Pois é, não tem pra mais ninguém mesmo… Se é bom ou ruim, não sei…

Poxa, não dá pra aumentar a lista? Que tal as 10 maravilhas do mundo? Ou 15?

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Injustiçado número 1: a francesa torre Eiffel

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Injustiçado número 2: a espanhola Alhambra

Chora, zoropeuzada…



Pucci Sessentona
Junho 30, 2007, 12:40 am
Arquivado em: 60's, art, arte, design, fashion, moda, passado

A marca do italiano Emilio Pucci comemora 60 anos em 2007. O príncipe das estampas tem uma história e tanto no mundo da moda, e a comemoração é merecida. As suas estampas geométricas ultracoloridas encantam desde os anos 60, e pouca gente imagina o quão além da estampa Emilio foi. Mas, para celebrar os 60 anos de sucesso, o site da marca lançou uma linha do tempo, que remonta a história da Pucci, com fotos desde 1947 até os anos 2000. Vale a pena clicar abaixo e conferir.

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Nem todo mundo sabe que o estilista começou fazendo roupas esportivas, para esquiar, e patenteou vários tecidos durante sua carreira, como o jérsei de seda. Seu estilo inconfundível é imitado até os dias de hoje, sinônimo de elegância e vanguarda. Depois da morte do estilista, a marca ficou sob os cuidados de sua filha Laudomia. Mas com a venda da marca para o todo-poderoso grupo LVMH (aquele dono de meio mundo das marcas luxuosas, dá até medo), o responsável por levar as criações adiante passou a ser o queridinho da alta-costura contemporânea, Christian Lacroix. Continuamos amando e querendo Pucci mais do que nunca. Mas… mmmmm… com saudades de Emilio.

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As memórias de uma noite
Junho 17, 2007, 9:46 pm
Arquivado em: art, arte, design, passado, surrealismo, teatro

“Memoire de la Nuit” é o penúltimo espetáculo da Mostra Internacional de Teatro em Brasília. E, arrisco dizer, o mais instigante de todos. O espetáculo com o título francês é criação do suíço Phillip Böe, com texto em inglês e inspirado nos quadros do belga René Magritte. Eu sei, parece uma bagunça cultural. E é mesmo. O que sempre torna as coisas mais interessantes.

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Böe, um carequinha alto cheio de expressividade.

Phillip Böe é um ilusionista fantástico. E ele quebra as barreiras entre teatro e ilusionismo, com seus movimentos vezes bruscos, vezes sutis, e sempre inesperados. Em “Memoire de la Nuit”, Phillipe encara o palco sozinho, contracenando com objetos que se movimentam surrealisticamente, criando e recriando cenas e referências aos quadros de René Magritte. Böe é um detetive que investiga um assassinato. Ao recriar a cena do crime, tentando entender o funcionamento da mente de um assassino, o detetive é levado aos recônditos de sua própria mente e memórias. O ilusionismo e os elementos surreais (inspirado também no interessante e bizarro David Lynch) fazem o espectador tanto se virar e revirar na cadeira, agoniado, quanto ficar estático, compenetrado, absorto. Loucura pura. E, por isso mesmo, uma delícia!

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O chapéu coco, o céu azul com nuvens, a pomba e o tecido branco que envolve o rosto: elementos recorrentes de Magritte que contracenam com Böe em “Memoire de la Nuit”.

O espetáculo é mais interessante ainda quando se conhece bem o trabalho de Magritte. Mas, com o pouquinho que eu conhecia do pintor surrealista, já foi de encher os olhos. Imagino o estrago que fez na cabeça dos aficcionados por arte sentados na fileira atrás de mim! Phillip Böe é muito competente, tanto como ator quanto como ilusionista. A trama se desenrola em cima de pouco texto, mas a mímica é uma lingüagem muito mais forte do que eu esperava. Certamente guardarei loucas memórias dessa noite nos recônditos da minha mente.



It’s only rock’n'roll, but i like it!
Junho 15, 2007, 7:22 am
Arquivado em: 60's, 70's, 80's, art, arte, design, fashion, moda, music, música, passado, rock

Fato: o rock dominou as passarelas paulistas neste segundo dia de SPFW. Depois de fazer de um tudo com o smoking na coleção feminina, Alexandre Herchcovitch não deixou por menos e fez um estraaaaago no segundo dia do evento. Ele não simplesmente se inspirou em rock, como encheu a passarela de metaleiros cabeludos com um look meio alice cooper, meio kiss, meio corvo, porém sempre medonho, claro. Já a Ellus apostou num rock mais clássico, empoeiradinho, com ares vintage, e mandou ver no logo dos Beatles. Sem falar da aparição quase relâmpago da atriz Chloë Sevigny. Mas valeu a pena. Se não fosse combinado, eu acreditaria que ela vestiu aquele look Ellus pra sair de casa, nem que fosse pra comprar pão! Tão linda e estilosa aquela loira…

Agora vamos aos looks rock’n'roll.

Alfaiataria para os roqueiros? Sim, claro, por quê não?!

Na regata, Black Sabbath e Iron Maiden.

As cores do verão de Herchcovitch, tanto feminino quanto masculino, foi cheio de preto, branco e vermelho tomate (aquele primo do laranja, sabe?). Repare na jaqueta “ensangüentada”.

A Ellus e os suspensórios muito lindos! E referência aos Beatles por todos os lados.

Bermudas e blazer, o hit do verão desde já.

E os amarelos!!! Falei que o amarelão era hype, não falei?

O detalhe em pink na foto acima é o melhor. E na foto abaixo, a maravilhosa e pesadíssima sandália.

E a musa Chloë encerra o desfile com cintura altíssima, preto e branco e a minha sandália favorita.

É aquela coisa, como diz a música: Eu sei… é só rock’n'roll… mas eu gostoooooooo!!! Yes, i do!



E o que teve de bom?
Junho 15, 2007, 7:20 am
Arquivado em: art, arte, design, fashion, moda

Looks, looks e mais looks interessantes desse segundo dia de São Paulo Fashion Week.

Afroreggae estréia no evento fazendo um barulho muito bom.

A Maria Bonita brincou de alfaiataria com o moletom cinza mescla. Resultado: EU QUERO!!! Sem falar dos brilhos “molhados”, lindos!

A Poko Pano desfilou looks quase artesanais, uma super produção. E teve Mariana Weickert linda e nada magricela. A gente agradece.

A Triton fez um verão peruíssimo para as adolescentes, totalmente inspirado na cantora Fergie. Divertido!

Ficou faltando só a Zoomp no meu catadão de imagens. Mas é que a coleção foi LINDA demais, são trocentos looks maravilhosos. Merece um post só pra ela. Mas isso a gente vê amanhã, ok?



É hoje!
Junho 13, 2007, 8:06 pm
Arquivado em: art, arte, celebridades, cinema, fashion, moda, music, música

Mal passou o caminhão de tendências cariocas e temos que começar a aquecer os motores para o São Paulo Fashion Week. Agora sim, as tendências definitivas para esse verão, pelas mãos dos maiores estilistas do país no maior evento de moda da América Latina. Animados? Sim, eu também! Em mais ou menos meia hora as passarelas paulistas tremerão ao ritmo rebolante dos saltos de top models lindas e maravilhosas.

Chloë Sevigny

E a estrela dessa edição do SPFW não é Gisele Bündchen, mas sim uma atriz que gerou a maior polêmica por fazer uma cena de sexo oral no filme (horrendo) The Brown Bunny. A atriz fashionista Chloë Sevigny chega ao Brasil para desfilar pela Ellus, e isso me deixa bastante entusiasmada. Chloë é linda e talentosíssima e está em cartaz nos cinemas com o longa Zodíaco. Apesar de já ter atuado em excelentes filmes de grandes diretores como Woody Allen, a loira resolveu polemizar há alguns anos atrás caindo de boca (literalmente!) num filme do narcisista Vincent Gallo. Com certeza a imprensa brasileira não vai deixar passar batido, a nossa memória funciona melhor sempre para coisas ruins. Mas a Ellus promete muito no desfile desta quinta-feira!!! Ficaremos no aguardo.

Eu ia escrever alguma coisa sobre o dia dos namorados ontem, mas me recuso a ser mais um blog a comentar sobre isso. Quando estamos solteiros, nos tornamos extremamentes contra essas datas comerciais, sabe? Hehehe… Acredite em mim, é um bom mecanismo de defesa. Mas agora já passou, e nem doeu. Sem contar que o post de ontem foi praticamente um presentinho para todos os amantes… da arte. E da música. E de todas as belas coisas em geral. É, ainda não me cansei de ouvir “Starry, starry night”. Funciona para mim, quando me sinto tão incompreendida pelo mundo quanto Van Gogh. Mas ainda não cheguei ao ponto de cortar as orelhas, graças a Deus. E, diferentemente do incrível artista, eu não acredito que a tristeza permanece.