Gente, o que está acontecendo? Saiu na globo.com que poderá ser bloqueado o acesso no Brasil às páginas do WordPress. Será verdade? O que vai ser de nós? Migraremos todos para o Blogspot? Comecem o backup de seus textos, amigos. A barca pode estar furada e ninguém nos avisou. Medo…
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Só pra quem ainda acredita no renascimento do meu amado blog, devo avisar que estou blogando por outras bandas também. Mas calma, o Sensorial Trip não morreu. Estamos em fase de reformulação!
Recentemente me juntei à equipe do Tutorial Pop, pra levar um pouco de estrogênio ao bando de machos.
E, em mais um projeto solo, abri o Zucchini’s, um blog/podcasting de música onde você pode realmente ouvir música, além de ler e ouvir algumas abobrinhas… Ainda estamos engatinhando, mas muito em breve as coisas começarão a ficar bem feitas.
Olha, não vou dizer que a crise passou. Também não posso afirmar que não haja mais bloqueio criativo. Há, e muito. A coisa só piorou de uns tempos pra cá. Teve um tempo em que eu nem dormi, acredite em mim. Aí o que eu fiz? As malas. E saí da capital federal por uns dias. Foi bom, foi uma fuga preciosa que finalmente me devolveu o sono.
Bem, o sono voltou. Já posso afirmar que durmo relativamente bem. Mas nem tudo se resolve com essa facilidade. Ainda estou esperando algumas coisas se resolverem. Dizem que o tempo é o melhor remédio. Portanto, estou tomando o melhor remédio em doses homeopáticas.
É tão complicado falar de coisas pessoais minhas nesse blog. Primeiramente porque ele não deveria ser tão… pessoal. Mas acaba sendo, porque ele não é o contrário disso. Então, como falar de coisas pessoais sem soar e ser pessoal? É tudo pessoal. É como a Meg Ryan disse naquele filme (que eu assisto 600 vezes num dia e choro em cada uma das 600 vezes), Mensagem pra Você, as coisas sempre são pessoais. Pode não ser pessoal pra você, pode ser só negócios, só um blog, só isso ou só aquilo. Mas desde que exista euzinha aqui deste lado da tela… bom, é pessoal sim. E eu queria ser totalmente impessoal quando eu escrevo aqui. Mas como esquecer as coisas pelas quais eu estou passando agora, deixar tudo de lado e escrever um texto totalmente desconectado da minha realidade? Não tem como. Às vezes eu quero falar de mim. E às vezes eu tenho que falar de mim, senão… eu morro.
Acho que eu tenho que repensar esse blog seriamente. Não que exista uma fórmula correta do que escrever aqui. Eu só acho que preciso… repensar um pouco.
Na verdade, em tempos de crise, o melhor remédio é blogar no blog alheio. Hehehe. Não tão alheio assim. Eu e Aline, minha parceira de mochilada, estamos blogando sobre as agruras dos preparativos da nossa viagem e continuaremos blogando até quando estivermos lá. É o diário de bordo, basicamente. Quem quiser passar lá, será muito bem vindo. Ainda tô em crise, mas já tô começando a sentir vontade de voltar a postar… Fiquemos atentos, sim?
Clique aqui para conferir o blog.


Não sei. Tem acarajé, ouvi falar. Nunca fui à Bahia. E quando acontece como agora, momento em que sou obrigada a fazer as malas e passar uma semana em Salvador, eu vou pra trabalhar. Não que meu sonho de consumo seja ir pra Salvador em época de carnaval e micaretas insuportáveis… Mas férias é uma palavra bastante atrativa no momento. Mas, caiamos na real, it’s not gonna happen.
Problemas: Uma semana praticamente sem maiores acessos à internet, já que meu notebook resolveu ficar dodói esses dias… Ou seja, uma semana sem postagens. A Pris ainda sugeriu que eu deixasse postagens programadas para a leitura durante a semana, mas… meu vasto universo de três ou quatro leitores não requer tamanha extravagância.
Deseje-me sorte então. E lá vamos nós.
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Eu sei que eu disse que estava com bloqueio criativo. De certa forma, ainda estou. Mas algumas coisas despertam a gente da inércia, aí dá vontade de escrever alguma coisa. Na realidade, eu nem escreveria, caso meu domínio do espanhol fosse maior do que é no momento. Mas como meu espanhol ainda não passa muito do esforçado “¿hola, qué tal?”, resolvi desabafar em bom português.
Veja bem, estou fazendo aulas de espanhol durante essas férias. E, para variar, eu sou provavelmente a figura mais estranha dentro da classe. Não que eu não esteja acostumada com o fato, pois quando se lida com moda, isso acontece e muito. Quando contei em que área me formei, foi bem sonoro: “Aaaah… faz sentido, bem que eu percebi você toda diferente…” Anyway, ser igual realmente já não me atrai há tempos. E claro que somos todos figuras interessantes e diferentes na classe, mas visualmente falando… talvez meus cabelos pintados, minhas leggins e vestidos coloridos me denunciem como pouco ortodoxa. Imagine se eu já tivesse feito as tattoos que tanto gostaria!
Bom, diferenças à parte, essas últimas semanas se transformaram para mim em uma experiência fabulosa, não só pelo conhecimento da língua, mas pelas pessoas interessantes que pude conhecer. Muita gente divertida, inteligente, determinada, hilária, amável, etc, etc. A própria professora, uma paraguaya adorável, é merecedora de boa parte dos elogios.
Geralmente, eu gosto de pessoas. As pessoas em geral. O ser humano, que seja. Não sou criatura das mais sociáveis, mas também não faço tão feio no quesito. E ser relacionável pode ser delicioso, mas ninguém nunca é fácil. Principalmente quando se é uma figurinha… “diferente”, eu diria. Mesmo que todos fôssemos iguais, ainda assim seria sôfrego boa parte das vezes, pois ser humano que se preze sempre arranja uma desculpa pra uma briguinha, uma discussão, ou qualquer coisa que possa resultar em uma tertúlia. Na minha classe de espanhol não poderia ser diferente.
Num jogo proposto pela professora para fins didáticos (obviamente), sorteamos profissões em espanhol para cada um dos alunos. A idéia era: estamos dentro de um balão e alguém precisa pular, pois está muito pesado. Baseado na profissão da pessoa, vamos ter que escolher quem pula. E nós teríamos que gastar todo o nosso latim, quer dizer, o nosso espanhol, para convencer os outros de como nossa presença no balão era necessária.
Minha profissão no sorteio foi Massagista. Nada contra os massagistas (aliás, nada contra e tudo a favor, pois eu amo massagem!), mas eu sabia que não ia dar outra: eu ia ter que pular. Qual foi a minha surpresa, quando no outro grupo (eram dois balões) uma outra aluna sorteou a profissão de Modista. E sabe lá Deus o que eles realmente querem dizer por modista hoje em dia, já que para a maioria das pessoas não passamos de desenhistas e costureiros. Triste, porém real. Mas o fato é que havia uma modista no balão. E ela também sabia que iria pular, coitada.
Bom, eu nem precisei suar muito nas minhas justificativas para ficar no balão. Tinha uma vidente no balão. E até ela preveu sua queda. Acabei ficando no balão. Mas no outro balão, a modista não se salvou. E as justificativas, apesar de concretas, foram cruéis. “Moda é coisa de patricinha”. “Moda é coisa de gente superficial”. Coisas desse tipo não tardaram em ressoar pela sala. E eu, em defesa da classe, tentei explicar com o espanhol mais tosco da face da terra que as coisas não eram bem assim, que moda era uma coisa não somente importante, como é uma das faces da Arte. E eu voltava a escutar comentários compreensivelmente ignorantes. Aí não rolou: la sangre española falou mais alto nas minhas veias e comecei a falar em português, indignada com o fato de pessoas que se vestem todos os dias para ir trabalhar e pessoas que dizem adorar e comprar sapatos compulsivamente soltarem frases como “moda não é importante” ou “moda é coisa para patricinha fazer”. Mas como as conversas em português nunca duram na sala, logo eu deixei de lado a tertúlia e me concentrei novamente nos pronomes possessivos.
A unanimidade é burra. Certo, isso todos sabemos. Nem pretendo que todos entendam as coisas da mesma forma que eu. E eu entendo que a minha área esteja realmente cheia de pessoas pouco preocupadas em divulgar o sentido artístico da moda e da estética. A preocupação é mesmo a de ganhar dinheiro e escravizar a partir de tendências. Mas isso é tão pequeno, se olharmos para a imensidão da indústria de moda, os milhões de empregos e pessoas que fazem chegar até você o que quer que seja que você esteja vestindo agora. E nem vou mencionar as grandes e geniosas mentes artistas do século passado, de Chanel, Dior a Balenciaga e outros mais, que revolucionaram o estilo de vida da sociedade ocidental, trazendo a funcionalidade e a estética necessária à época.
É uma pena não termos memória. Mas tudo bem, tenho que ser compreensiva. Desabafei, agora é bola pra frente. De volta aos estudos, muchachos.
Estou tendo um bloqueio criativo. Deu branco. Engraçado que acontece tudo de uma vez. É uma bola de neve. Bem branca. Os periódicos de moda, todos, ficaram sem gosto, sem sal. Nada me interessa. Nem a Gisele Bündchen na campanha de Yves Saint Laurent, nem Kate Mossa na campanha da Versace. Nenhum arrepio, nenhum tilintar de sinos fashion-celestiais. Nem fui à Bsb Mix aqui em Brasília esse fim de semana, e eu estava doida pra gastar meu dinheirinho nas peças descoladinhas das Devil Girls. E olha que oportunidades não faltaram, mas eu simplesmente não fui. Não é simplesmente branco e bloqueio criativo. É tudo de uma vez. Será que eu perdi a paixão? Será somente preguiça? Não sei o que é pior: Ser uma completa desapaixonada apática ou uma apaixonada completamente preguiçosa.