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Honda New Life Pastel: É funcional, cor de rosa e faz baliza sozinho. Foi ou não foi feito pra mim?
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Adoro aquele estilo arrumadinho do Kanye West. Terninhos ajustados, sempre comedido e clean, diferente dos outros rappers, até dos mais metidos à estilosos, como o P. Diddy. Agora parece que Kanye resolveu adotar o mesmo estilo clean no seu novo cd, 808’s & Heartbreak. Em tons de off-white e contrastes de preto, azul, variações de cinza e vermelho, o álbum é, visualmente, um tiro que acertou o alvo.

808’s & Heartbreak vai oficialmente pras lojas dia 24 de Novembro. Maaaas… graças à boa e velha internet, já é possível conferir várias faixas (ou o álbum todo) do cantor por aí. Tá, eu confesso, eu já baixei e já dei uma boa escutadinha nas faixas do novo disco de Kanye. Foi o trabalho mais diferente de Kanye que já ouvi. Cantando mais do que somente fazendo rimas de rap, dá pra sacar que Kanye West está realmente de coração partido. Como eu não leio tanto colunas de fofoca como eu gostaria, não sei o que se passou com o coitado pra ele estar assim nesse estado deplorável e ainda cantar “mantenha seu amor trancado”. Mas que Kanye sabe como curtir uma fossa com muito estilo, disso ninguém tem dúvida.
O primeiro single, Love Lockdown, é a minha favorita do momento, até mesmo porque foi ela que me chamou atenção pro álbum. As batidas extremamente tribais dão a energia passional pra uma música que mostra a apatia de um coração abatido pelo amor. Fiquei chocada com a profundidade semiótica que uma música de um rapper pode alcançar. Mas, claro, não é qualquer rapper. É Kanye West. E ele não seria considerado a última coca-cola geladinha do deserto se ele realmente não o fosse. Um bom presente de Natal esse cd, hein?
Veja o clipe e delicie-se com a confortável estranheza dos tons de branco, preto e neon.

Juro, preciso de uma dessas na minha vida. Uma diva nunca estará completa sem sua banheira. Nada daquelas hidromassagens com cara de motel, não! Banheira de diva tem que ser banheira vitoriana, banheira eduardiana… a dica é vir adjetivada com o nome de algum fulano real, aí você sabe que está no caminho certo.
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Eu adoro comida japonesa. Adoro sushi, sashimi, temaki e tudo com muito wasabi em cima e um básico shoyo pra acompanhar. Amo mesmo!
E você, também é doido por um sushizinho? Então quem sabe você também vai ficar doido ao ver que existem outros tão doidos quanto você por aí que até criaram umas almofadas em formato de sushi! Olha que coisa mais fofaaaaaa!!!

E não pára por aí. Além das almofadas de salmão, rolinho e atum, ainda tem bottons foférrimos de (adivinhe!)… sushi! Por 8 dólares você leva um set de 6.

Ok, então você é daqueles que curtiu tanto a idéia de sair por aí declarando seu amor pela culinária nipônica que não quer parar só no botton e almofada. É preciso se auto-decorar? Então pronto! Seus problemas acabaram! Também tem colares e brincos com sushizinhos, biscoitos da sorte e até mesmo brincos e colares com Onigiris (que são basicamente uns bolinhos moldados com arroz cozido, DELICIOSOS!) e carinhas felizes!

A loja virtual Shanalogic vende todas estas coisinhas fofas e entrega aqui no Brasil também. Pra fanático nenhum botar defeito.
Quando o Fashion Rio aconteceu eu estava na Espanha. Portanto acho que não tive ainda a oportunidade de dar o meu pitaco sobre os desfiles da temporada de inverno. Na verdade nem pretendo dizer muita coisa. Mas me lembro de estar na Espanha e um amigo me mostrar no jornal uma reportagem sobre o Fashion Rio, com fotos de alguns desfiles. Acho que 70% das fotos eram da Cantão. Merecidamente, diga-se de passagem.
A carinha folk do inverno da Cantão me encanta. E olha que eu já estou cansada dos lenços amarrados em estilo palestino, mas a Cantão reuniu com doçura um monte de tendências invernais já consolidadas para criar um inverno super adequado ao clima tropical, com um charme urbano-folk, além de muitas referências militares. Apesar disso tudo, a coleção conseguiu a proeza de não perder a feminilidade. Ficou adorável. Acho que não há nada mais apropriado, principalmente ao clima brasiliense.



O calor é implacável na capital federal da nação. E infelizmente não temos praia pra aliviar. Pelo menos as piscinas ajudam. Teoricamente estamos no inverno, mas nossas temperaturas quase competem lado a lado com os altíssimos números do escaldante verão europeu (em Córdoba, por exemplo, as temperaturas chegam a absurdos 50º durante o dia!). Credo. Nessa onda de clima seco e umidade relativa do ar chegando a 15%, o jeito é ficar de molho na piscina. Se não há piscina, improvise uma na sua hidromassagem (ui!) ou, se o calor começar a te deixar biruta, vale alagar o banheiro e fazer a festa. Estou aqui, derretendo feito um picolé, batendo exatos 30º às 18hs e pensando em como uma bebidinha geladinha é maravilhosa nessas horas cruéis…
E quando você pensa que não há mais o que inventar nesse mundo, vem alguém e inventa o próximo objeto de desejo do momento. Dá pra viver sem, obviamente. Mas quem quer viver sem, diante de tamanha criatividade???? É um ultimato cool. Em todos os sentidos que a palavra cool pode ter!
Vamos beber com estilo, ok? Se é pra encher a cara, que enchamos também nossos copos com muito gelo em formato de… diamantes! Ora, não dizem por aí que os diamantes são os melhores amigos da mulher? Então, é normal não querer ficar longe das pedrinhas…

Já os loucos por música não precisam largar a guitarra enquanto tomam um drink. Agora eles ficam muito mais charmosos com esses stirrers com gelo em formato de guitarrinha. Eu quero já!

Ambos estão à venda pelo site da visionária fashion, miss Patricia Field, por simpáticos $10 dólares. E eles entregam em qualquer lugar. Oba!
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Uma amiga se espantou ao perceber que eu estava usando um colete do avesso. É que eu gosto mais do forro do que a estampa de fora, ora bolas…
Na realidade, usar roupa do avesso não é um problema. Nem roupa ao contrário. Também não é problema usar a camisa do seu pai como saia ou a saia de tule como um top espalhafatoso. O que te der na telha fazer com sua roupinha, caro amigo: FAÇA.
Um maquiador muito sábio uma vez disse num programa de tv, no momento não me recordo do nome do maquiador e nem do programa de tv, mas suas palavras foram essas: “Use sua maquiagem como bem entender para compor seu visual. Você pode sim usar seu blush como sombra, seu batom como blush, sua sombra como batom e o que mais você quiser. É como pintar uma tela e essas são suas tintas. Não há restrições, seja criativo.”
Eu penso sempre nessa frase quando vou me maquiar. E penso mais ainda quando vou me vestir. É tudo lúdico, é tudo parte de uma composição maior. E ainda dizem que moda e arte não tem nada a ver, né?… Faça algo diferente hoje: vire a camiseta do avesso (claro, uma camiseta que tenha um avesso interessante de se ver!) e saia na rua sem medo de ser lindamente feliz!
“Camisa do papai que virou saia com apenas algumas amarrações básicas”, tirada do The Sartorialist.
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Fashion e Trashy ao mesmo tempo?!! Só poderia ser um filme oitentista! Tudo bem, esse filme foi lançado em 1990, mas pode sim ser considerado um oitentista, já que foi filmado em boa parte durante o final da década de 80. Um cláááássico da Sessão da Tarde, é tão ruim que é bom. Sob o título em português de “Vivendo um conto de fadas”, o filme Stroke of Midnight (também conhecido por If the shoe fits) é uma adaptação modernosa do conto de fadas mais batido de todos os tempos: Cinderela.
Sim, e apesar de existirem umas trezentas adaptações cinematográficas da história de Cinderela (incluindo algumas pérolas como Uma Linda Mulher e Para Sempre Cinderela), essa versão do pouco conhecido diretor televisivo Tom Clegg inova ao mergulhar o conto de fadas no mundinho da moda, mais exatamente no epicentro fashion do globo: Paris.
Então a história fica assim: A Cinderela é Kelly Carter, uma camareira de desfiles durante o dia e uma talentosa aspirante a designer de sapatos durante a noite. Apesar de trabalhar para o estilista mais hype do momento, a mocinha nunca conseguiu mostrar seu trabalho para ninguém, até que uma misteriosa mulher cruza seu caminho e acrescenta poderes mágicos a uma de suas criações, um sapato que obviamente não é de cristal. Toda vez que Kelly calça o sapato, ela vira uma beldade sensacional. Na verdade, é só uma questão de um pouco de maquiagem e gel no cabelo, mas… vocês sabem, filme é filme! Use sua imaginação, é só entretenimento mesmo.
Quem faz o papel da gata borralheira Kelly Carter é Jennifer Grey, a eterna Baby de Dirty Dancing e a chata irmã mais velha de Ferris Bueller em Curtindo a vida adoidado. Jennifer exala carisma como em todos os seus filmes, o que torna nossa empatia pela mocinha quase que instantânea. Mas isso também não quer dizer que sua atuação seja digna de Oscar, obviamente.
Já o nosso príncipe encantado não poderia ser mais perfeito: Rob Lowe, jovem e lindo (!!!), interpretando o poderoso Francesco Salvitore. Sua atuação exagerada e canastrona poderia ser um problema, mas não chega a atrapalhar. Pelo contrário, acho até que ajuda na atmosfera caricata do filme. E a escolha não poderia ser mais acertada para um conto de fadas: um homem liiiiiiindo, riquíssimo, dono da grife mais quente do momento em Paris, que entende tudo de roupas femininas e ainda é hétero? Só poderia ser o Príncipe Encantado mesmo. Realmente, não poderia haver personificação moderna melhor para um príncipe encantado do que um poderoso designer de moda.
E assim o filme funciona super bem, como o que se propõe a ser: uma comédia romântica (mais comédia do que romântica) cheia de figurinos extravagantes. Justo aqueles figurinos que nos fazem morrer de vergonha dos anos 80, mas também justo aqueles que fazem do lixo oitentista pérolas cinematográficas, perfeitas para a boa e velha sessão da tarde.
Clique na imagem abaixo para conferir o trailer do filme.
Ps.: E por falar em Jennifer Grey, só muito recentemente fiquei sabendo que a atriz resolveu fazer uma plástica no nariz em 1989, o que não deu muito certo e ela teve que fazer outra em 1992. Depois da segunda plástica, Jennifer ficou completamente irreconhecível. Dizem as más línguas que foi isso que acabou com a carreira da moça. Afinal de contas, você diria que esta moça é a Baby???
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Eu sei que eu disse que estava com bloqueio criativo. De certa forma, ainda estou. Mas algumas coisas despertam a gente da inércia, aí dá vontade de escrever alguma coisa. Na realidade, eu nem escreveria, caso meu domínio do espanhol fosse maior do que é no momento. Mas como meu espanhol ainda não passa muito do esforçado “¿hola, qué tal?”, resolvi desabafar em bom português.
Veja bem, estou fazendo aulas de espanhol durante essas férias. E, para variar, eu sou provavelmente a figura mais estranha dentro da classe. Não que eu não esteja acostumada com o fato, pois quando se lida com moda, isso acontece e muito. Quando contei em que área me formei, foi bem sonoro: “Aaaah… faz sentido, bem que eu percebi você toda diferente…” Anyway, ser igual realmente já não me atrai há tempos. E claro que somos todos figuras interessantes e diferentes na classe, mas visualmente falando… talvez meus cabelos pintados, minhas leggins e vestidos coloridos me denunciem como pouco ortodoxa. Imagine se eu já tivesse feito as tattoos que tanto gostaria!
Bom, diferenças à parte, essas últimas semanas se transformaram para mim em uma experiência fabulosa, não só pelo conhecimento da língua, mas pelas pessoas interessantes que pude conhecer. Muita gente divertida, inteligente, determinada, hilária, amável, etc, etc. A própria professora, uma paraguaya adorável, é merecedora de boa parte dos elogios.
Geralmente, eu gosto de pessoas. As pessoas em geral. O ser humano, que seja. Não sou criatura das mais sociáveis, mas também não faço tão feio no quesito. E ser relacionável pode ser delicioso, mas ninguém nunca é fácil. Principalmente quando se é uma figurinha… “diferente”, eu diria. Mesmo que todos fôssemos iguais, ainda assim seria sôfrego boa parte das vezes, pois ser humano que se preze sempre arranja uma desculpa pra uma briguinha, uma discussão, ou qualquer coisa que possa resultar em uma tertúlia. Na minha classe de espanhol não poderia ser diferente.
Num jogo proposto pela professora para fins didáticos (obviamente), sorteamos profissões em espanhol para cada um dos alunos. A idéia era: estamos dentro de um balão e alguém precisa pular, pois está muito pesado. Baseado na profissão da pessoa, vamos ter que escolher quem pula. E nós teríamos que gastar todo o nosso latim, quer dizer, o nosso espanhol, para convencer os outros de como nossa presença no balão era necessária.
Minha profissão no sorteio foi Massagista. Nada contra os massagistas (aliás, nada contra e tudo a favor, pois eu amo massagem!), mas eu sabia que não ia dar outra: eu ia ter que pular. Qual foi a minha surpresa, quando no outro grupo (eram dois balões) uma outra aluna sorteou a profissão de Modista. E sabe lá Deus o que eles realmente querem dizer por modista hoje em dia, já que para a maioria das pessoas não passamos de desenhistas e costureiros. Triste, porém real. Mas o fato é que havia uma modista no balão. E ela também sabia que iria pular, coitada.
Bom, eu nem precisei suar muito nas minhas justificativas para ficar no balão. Tinha uma vidente no balão. E até ela preveu sua queda. Acabei ficando no balão. Mas no outro balão, a modista não se salvou. E as justificativas, apesar de concretas, foram cruéis. “Moda é coisa de patricinha”. “Moda é coisa de gente superficial”. Coisas desse tipo não tardaram em ressoar pela sala. E eu, em defesa da classe, tentei explicar com o espanhol mais tosco da face da terra que as coisas não eram bem assim, que moda era uma coisa não somente importante, como é uma das faces da Arte. E eu voltava a escutar comentários compreensivelmente ignorantes. Aí não rolou: la sangre española falou mais alto nas minhas veias e comecei a falar em português, indignada com o fato de pessoas que se vestem todos os dias para ir trabalhar e pessoas que dizem adorar e comprar sapatos compulsivamente soltarem frases como “moda não é importante” ou “moda é coisa para patricinha fazer”. Mas como as conversas em português nunca duram na sala, logo eu deixei de lado a tertúlia e me concentrei novamente nos pronomes possessivos.
A unanimidade é burra. Certo, isso todos sabemos. Nem pretendo que todos entendam as coisas da mesma forma que eu. E eu entendo que a minha área esteja realmente cheia de pessoas pouco preocupadas em divulgar o sentido artístico da moda e da estética. A preocupação é mesmo a de ganhar dinheiro e escravizar a partir de tendências. Mas isso é tão pequeno, se olharmos para a imensidão da indústria de moda, os milhões de empregos e pessoas que fazem chegar até você o que quer que seja que você esteja vestindo agora. E nem vou mencionar as grandes e geniosas mentes artistas do século passado, de Chanel, Dior a Balenciaga e outros mais, que revolucionaram o estilo de vida da sociedade ocidental, trazendo a funcionalidade e a estética necessária à época.
É uma pena não termos memória. Mas tudo bem, tenho que ser compreensiva. Desabafei, agora é bola pra frente. De volta aos estudos, muchachos.
Eu não sei de onde tiraram que o Cristo Redentor é a terceira maravilha do mundo. Tudo bem, é uma coisa linda, mas a torre Eiffel ter ficado de fora foi dose. O complexo de castelos de Alhambra também foi de matar. Não é à toa que os europeus ficaram tão bravos com o resultado da votação. E como competir com 170 milhões de votantes com anos de treinamento via edições do Big Brother Brasil? Pois é, não tem pra mais ninguém mesmo… Se é bom ou ruim, não sei…
Poxa, não dá pra aumentar a lista? Que tal as 10 maravilhas do mundo? Ou 15?

Injustiçado número 1: a francesa torre Eiffel

Injustiçado número 2: a espanhola Alhambra
Chora, zoropeuzada…
A marca do italiano Emilio Pucci comemora 60 anos em 2007. O príncipe das estampas tem uma história e tanto no mundo da moda, e a comemoração é merecida. As suas estampas geométricas ultracoloridas encantam desde os anos 60, e pouca gente imagina o quão além da estampa Emilio foi. Mas, para celebrar os 60 anos de sucesso, o site da marca lançou uma linha do tempo, que remonta a história da Pucci, com fotos desde 1947 até os anos 2000. Vale a pena clicar abaixo e conferir.
Nem todo mundo sabe que o estilista começou fazendo roupas esportivas, para esquiar, e patenteou vários tecidos durante sua carreira, como o jérsei de seda. Seu estilo inconfundível é imitado até os dias de hoje, sinônimo de elegância e vanguarda. Depois da morte do estilista, a marca ficou sob os cuidados de sua filha Laudomia. Mas com a venda da marca para o todo-poderoso grupo LVMH (aquele dono de meio mundo das marcas luxuosas, dá até medo), o responsável por levar as criações adiante passou a ser o queridinho da alta-costura contemporânea, Christian Lacroix. Continuamos amando e querendo Pucci mais do que nunca. Mas… mmmmm… com saudades de Emilio.

É oficialmente inverno a partir de hoje. Mas aqui em Brasília é sempre verão. É engraçado abrir a janela e dar bom dia para uma Brasília ensolarada, porém bem agasalhada. Agasalhada, sim. Afinal de contas, podemos até não ter frio aqui no planalto central, mas a moda invernal chega, faz e acontece por essas bandas também. E o inverno 2007 nos permite muita coisa legal, como as ankle boots que deixam nossas pernocas de fora ou os vestidinhos… que também deixam as pernocas de fora, ora bolas!
E o SPFW acabou. Foi uma edição bem bacana, com algumas surpresas interessantes e, alguns diriam, descabidas, como só Herchcovich’s da vida sabem fazer. Mas foi legal acompanhar. O último dia nem selecionei fotos e nem pretendo. Dos que vi, não foi realmente empolgante, portanto caso você queira ver as fotos, pode clicar neste link e cair de boca nos últimos desfiles que fecharam o evento.

Quanto mais teatral a moda, penso eu, melhor. Principalmente quando falamos de desfiles. É realmente puro marketing, é show, é purpurina em cima de conceitos que serão vendidos. Por isso, a única coisa que me chamou atenção realmente foi o desfile de Jefferson de Assis, com modelos que entravam em cima de velhos pianos de madeira na primeira parte do desfile, levados por um trilho no chão. Teve até uma que entrou segurando uma tuba imensa! Coisas divertidas…

Outra que me surpreendeu: acabou o desfile de Érika Ikezili, e a peça que eu mais queria e não conseguia parar de olhar: a blusa/vestido que a própria estilista estava usando! Tinha uma parecida no desfile, mas a dela era tãããão mais bonitinha… É, o melhor realmente guardamos para nós mesmos, né?

“Memoire de la Nuit” é o penúltimo espetáculo da Mostra Internacional de Teatro em Brasília. E, arrisco dizer, o mais instigante de todos. O espetáculo com o título francês é criação do suíço Phillip Böe, com texto em inglês e inspirado nos quadros do belga René Magritte. Eu sei, parece uma bagunça cultural. E é mesmo. O que sempre torna as coisas mais interessantes.

Böe, um carequinha alto cheio de expressividade.
Phillip Böe é um ilusionista fantástico. E ele quebra as barreiras entre teatro e ilusionismo, com seus movimentos vezes bruscos, vezes sutis, e sempre inesperados. Em “Memoire de la Nuit”, Phillipe encara o palco sozinho, contracenando com objetos que se movimentam surrealisticamente, criando e recriando cenas e referências aos quadros de René Magritte. Böe é um detetive que investiga um assassinato. Ao recriar a cena do crime, tentando entender o funcionamento da mente de um assassino, o detetive é levado aos recônditos de sua própria mente e memórias. O ilusionismo e os elementos surreais (inspirado também no interessante e bizarro David Lynch) fazem o espectador tanto se virar e revirar na cadeira, agoniado, quanto ficar estático, compenetrado, absorto. Loucura pura. E, por isso mesmo, uma delícia!



O chapéu coco, o céu azul com nuvens, a pomba e o tecido branco que envolve o rosto: elementos recorrentes de Magritte que contracenam com Böe em “Memoire de la Nuit”.
O espetáculo é mais interessante ainda quando se conhece bem o trabalho de Magritte. Mas, com o pouquinho que eu conhecia do pintor surrealista, já foi de encher os olhos. Imagino o estrago que fez na cabeça dos aficcionados por arte sentados na fileira atrás de mim! Phillip Böe é muito competente, tanto como ator quanto como ilusionista. A trama se desenrola em cima de pouco texto, mas a mímica é uma lingüagem muito mais forte do que eu esperava. Certamente guardarei loucas memórias dessa noite nos recônditos da minha mente.
Nesse verão, enquanto algumas marcas resolveram se jogar na ousadia (como o Herchcovitch fez), outras muitas marcas resolveram apostar no clean, e dá pra perceber que várias coleções trouxeram uma cartela de cor bem “calminha”, sempre com alguns pontos de luz em tom flúor, a coqueluche da próxima estação.
Os beginhos, os cinzas, metalizados ou não, os gelos, os branquinhos e algumas outras variações de inho fizeram a cabeça da Zoomp nesse verão. Mas o interessante é que isso não descaracterizou em nada a marca. A Zoomp continua sexy até dizer chega. Só que esse verão ela é sexy e ultra chic. Tá bom pra você?
O branco já veio forte o verão passado. O Fashion Rio semana passada avisou que ele continua com tudo. E a Zoomp é mais uma no SPWF a confirmar que o look branco é tendência forte. Cintura marcada em preto: belo!!!

“Pontos de Luz” em verde. E a cintura continua marcada. Ah, saia balonê! Ninguém cansou dessa bendita balonê ainda???

Alessandra Ambrósio é a cara da Zoomp. Momento “não canso de ser sexy”.

Detalhe da bolsa e sandália da Zoomp. Eu também quero.

O cinza metalizado na parka, acompanhada do (novamente, que surpresa!) cinto preto. Futurismo!

Jeans de cintura alta + jaquetinha de gola mais alta ainda = ?… Não sei, dá uma agonia de olhar… Mas a proposta em si é bem bacana, e a lavagem do jeans é show!

Alguém ainda tem dúvida do acessório masculino que vai pegar nesse verão?

Cintura marcada nos rapazes? Ficou charmoso, não?

Coletes, chapéu fedora e tudo mais para os moços ficarem ultra arrumadinhos. Mas o hit mesmo serão os hoodies (casacos de moletom com capuz), que fica um charme se misturado às peças de alfaiataria.


Foi uma coleção muito gostosa de ver. Sem muitas ousadias, mas tudo estava tão lindo… Não resisto. Eu amo moda masculina, geralmente adoto algumas tendências masculinas no meu guarda-roupa também. Tem sempre tanta coisa interessante e prática. Com certeza, se eu fosse homem, certamente me vestiria mil vezes melhor do que como mulher!
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Fato: o rock dominou as passarelas paulistas neste segundo dia de SPFW. Depois de fazer de um tudo com o smoking na coleção feminina, Alexandre Herchcovitch não deixou por menos e fez um estraaaaago no segundo dia do evento. Ele não simplesmente se inspirou em rock, como encheu a passarela de metaleiros cabeludos com um look meio alice cooper, meio kiss, meio corvo, porém sempre medonho, claro. Já a Ellus apostou num rock mais clássico, empoeiradinho, com ares vintage, e mandou ver no logo dos Beatles. Sem falar da aparição quase relâmpago da atriz Chloë Sevigny. Mas valeu a pena. Se não fosse combinado, eu acreditaria que ela vestiu aquele look Ellus pra sair de casa, nem que fosse pra comprar pão! Tão linda e estilosa aquela loira…
Agora vamos aos looks rock’n'roll.

Alfaiataria para os roqueiros? Sim, claro, por quê não?!




Na regata, Black Sabbath e Iron Maiden.

As cores do verão de Herchcovitch, tanto feminino quanto masculino, foi cheio de preto, branco e vermelho tomate (aquele primo do laranja, sabe?). Repare na jaqueta “ensangüentada”.

A Ellus e os suspensórios muito lindos! E referência aos Beatles por todos os lados.



Bermudas e blazer, o hit do verão desde já.

E os amarelos!!! Falei que o amarelão era hype, não falei?


O detalhe em pink na foto acima é o melhor. E na foto abaixo, a maravilhosa e pesadíssima sandália.


E a musa Chloë encerra o desfile com cintura altíssima, preto e branco e a minha sandália favorita.

É aquela coisa, como diz a música: Eu sei… é só rock’n'roll… mas eu gostoooooooo!!! Yes, i do!


