Ask a gay man? No, thanks. – Parte 2

Comentários são sempre bem-vindos. Feedback em velocidade da luz é o que torna a internet tão divertida. Mas as pessoas parecem não LER direito o que a gente escreve. Na era da informação, o que mais temos são analfabetos funcionais vagando pelas ruas cibernéticas… Por isso, quando recebi esse comentário no mínimo muito sem educação, resolvi perder alguns minutos respondendo-o. Porque, prezado leitor esbravejante, eu aceito críticas construtivas e acredito no diálogo. Bom, então veja abaixo o comentário muito indignado sobre o post “Ask a Gay Man? No Thanks.” 

“WmSledd rox!

Nossa, vc está totalmente sem noção, primeiro, o William não é simplesmente um auto-entitulado guru da moda como vc fala, não é só ele q eh consumista, TODOS os norte americanos(moradores do US) são, e vamos ser sinceros, se vc tivesse o dinheiro q ele tem nao compraria todas as roupas possiveis?? logico né ,segundo, ele é no mínimo esperto, ele entende d moda mas não usaria todo seu potencial num site gratuito como o youtube por exemplo, por isso mesmo ele tem seu proprio site de vendas. E pra finalizar, aprenda inglês antes d falar absurdos, todos sabem q ele satiriza mtas coisas nos videos, ele nao eh mediocre e sim um ator e comediante, talvez vc nao entenda o q ele fala, e qnto ao “bitches”, nao analize uma palavra isolada, todas pertencem a um contexto, ele nao a usa sentido pejorativo e sim como um vocativo sem significado. E mais um detalhe, atualize-se, o termo “opção sexual” já caiu de moda a mto tempo, desde quando a OMS divulgou pesquisas sobre homossexualismo e todos sabemos hj em dia q não é doença e mto menos opção, e sim orientação sexual.
Como é triste ver em apenas uma página de um blog tanta asneira!! E além do mais vc se auto-rotula capaz de julgar William Sledd! Medíocre aqui só vejo uma pessoa:vc!
E uma coisa me faz pensar, seria inveja a causa disso tudo?
Em bom inglês, you tell me!
Bye bitch!”

E agora respondo:

Prezado leitor indignado,

Eu teria respondido diretamente ao seu e-mail, se você tivesse deixado um junto com seu comentário. Mas tudo bem, faço isso por aqui mesmo.

Bem, eu não acho que eu esteja assim tão “sem noção”, como você colocou. Se você tivesse realmente lido o meu texto, teria percebido que eu disse que o William Sledd é muito engraçado e divertido, e somente vale a pena assistir seus vídeos porque ele é um excelente comediante. E eu não disse que ele era o único consumista nos Estados Unidos da América, claro. Justamente por isso que eu escrevi: “William personifica o ideal fashion americano: pronto para consumo, feito para as massas, produzido em larga escala, etc.” Realmente, se eu tivesse o dinheiro que ele tem (e aqui vou presumir que ele seja algum tipo de milionário que trabalha na Gap – ???), provavelmente também seria consumista. Aliás, eu já me considero bastante consumista atualmente, e nem me orgulho disso. Na realidade, esse é um detalhe que eu nem ao menos critiquei no Sr. Sledd. Eu simplesmente disse que ele é alguém que consome moda. Como eu, você e a torcida do flamengo. E isso não faz dele um entendido em moda. Aliás, se você já visitou o site dele, vai perceber que ele não está usando “todo seu potencial de moda” lá também. A não ser que o potencial de moda dele se resuma a ser modelo fotográfico (coisa que ele faz muito bem, as fotos são lindas!).

Quanto ao meu inglês, realmente não é tão bom quanto o meu português. Esse sim, graças a Deus, consegui aprender, diferentemente de muitas pessoas nativas deste país. Perdoe-me se eu perdi alguma coisa entre os “bitches” do Sr. William Sledd por causa do meu horrível inglês. Aliás, se você der uma lida novamente no meu post (mas uma lida meeeesmo, boa, com carinho…), você vai perceber que que EU, particularmente, não gosto da expressão “hey, bitches”, mesmo sabendo que não tem significado literal. Olha só, prezado leitor, vou facilitar pra você e colar o trecho aqui, tá?

“Como eu disse, ele é engraçado e os vídeos são suuuuuper bem feitos, um show à parte. Mas aquele lance de “hey, bitches” é um saco. Oh, céus! Não entendo como as pessoas conseguem usar essa expressão, mesmo sabendo que não quer dizer o que realmente significa… Bitch é a mãe.”

E bitch continua sendo a mãe, prezado leitor. Porque eu realmente não tenho estômago para misoginia.

Agora, sobre o negócio de “opção sexual” ou “orientação sexual”… Bom, dá para ter uma idéia de porquê você tomou as dores do Sr. Sledd tão indignadamente. Mas volto a afirmar, caro leitor, o título do post é um trocadilho com o título da série de vídeos do William Sledd. Ele mesmo se utiliza desse artifício para se promover. E, claro, satiricamente. Eu ainda acho que não é todo gay que é um guru da moda. É minha opinião, e creio que muuuuuitos gays mundo afora vão concordar comigo. Eu pediria conselhos de moda a um gay, sim! Não me leve a mal, mas não pediria ao William Sledd. Mas eu não quis ofender ninguém usando um termo que a OMS já não considera mais… Ou seja, perdoe minha confusão.

Não sei se o caro leitor atentou para o fato de que eu não me considero superior à ele, mas sim que considero que ele excerce a “ocupação” de celebridade da internet/guru da moda com superficialidade. E isso é um fato. Eu não estou julgando a pessoa do sr. Sledd, claro. Eu também creio que ele só tem a boa intenção de ajudar as pessoas com seu trabalho. É quase a busca incessante pela estética “correta”. Nada pessoal, caro leitor! E isso eu escrevi em muito bom português, sabe?

“Não estou dizendo que ele não entende nada de moda (e quem sou eu para dizer quem entende ou não), mas para vocês terem noção, o rapaz teve a pachorra de colocar uma câmera…”

Mas, sinceramente e humildemente, meu caro leitor esbravejante, eu ainda considero o Sr. Sledd medíocre. É regular, é ordinário, é comum. É mais um no meio da multidão. E isso não tem nada a ver com a “orientação sexual” dele, ok? Por favor, não é nada pessoal. Muito menos inveja. Eu gosto de ser mulher, anônima, com um estranhíssimo senso de moda e com um inglês em constante aprendizado. Mas fique super à vontade para não voltar nunca mais no meu blog repleto de asneiras, está bem? Não é pessoal, prezadíssimo leitor. Em bom inglês, just business.

2 thoughts on “Ask a gay man? No, thanks. – Parte 2

  1. Sinceramente oops, desculpe…
    Olá, Mariana. Duvido que eu entenda um milésimo de moda, mas de educação (em todos os sentidos) de leitura e escrita , comportamento , (minha área é a Filosofia) ah dessas coisas eu entendo. E entendo o suficiente para deixar aqui a minha imensa solidariedade (toda a que for possível) a você, e reafirmar tudo que vc diz e analisa a respeito desta triste realidade: escrever é para poucos, mas ler é para menos ainda, nesta sua feliz expressão “vagando pelas ruas cibernéticas”. Se eu a uitlizaer, porque ela é excelente, quero lhe dar o crédito, por isso vou linká-la ao meu blog.
    Que trata de Literatura, Música, Cinema, e por que não também de modoa,.
    Afinal, inteligência nunca saiu nem nunca sairá da mais alta, à mais prêt à porter, e até a casoual MODA.
    Um beijo solidário e carinhoso, de parabéns!
    Meg

  2. Prezada blogger, oops, blogueira (em bom português), foi maravilhoso ler seu novo post, agora as coisas estão realmente muito bem explicadas, e só você para fazer algo tão bem! E realmente concordo que existam muitos analfabetos funcionais por aí, e adorei a metáfora “ruas cibernéticas”. (…)
    Algumas considerações, nada pessoal prezada blogueira. É apenas algo da evolução da natureza humana nessas últimas décadas. As pessoas simplesmente não querem mais ouvir a verdade, por isso ouvimos muitos eufemismos hoje em dia, ninguém melhor que você para nos exemplificar:
    “Mas fique super à vontade para não voltar nunca mais no meu blog repleto de asneiras, está bem?”
    Oh! Que maneira “super” educada de dizer:
    “Não quero vê-lo nem pintado de ouro no meu blog novamente, seu *&$%#@…”
    Eufemismos a parte, vamos à outra consideração da situação da sociedade atual.
    Nada pessoal prezada blogueira, repito nada pessoal!
    Eu me pergunto: o que está acontecendo com o mundo de hoje??? O que a falta de um pouquinho de autoconfiança não faz? Postei anonimamente justamente por isso, queria deixar apenas um recado para que as pessoas se atentem aos fatos antes de saírem por aí falando o que bem querem e entendem. Quem expõe sua opinião deve estar ciente de que vai escutar opiniões alheias. Mas o fato aqui é outro, (nada pessoal prezada blogueira), você comprovou o que quero dizer sobre a situação da atual sociedade, e realmente me deu pena. Um pequeno comentário anônimo e medíocre lhe fez perder preciosos minutos de sua vida, pois se você realmente acreditasse em seu potencial apenas o ignoraria, eu estava anônimo mesmo, poderia nunca mais voltar aqui! Prezada blogueira novamente repito não leve nada para o lado pessoal. (Sim, estou escrevendo de novo, pois de acordo com as normas para uma boa redação, devemos repetir palavras e/ou expressões várias vezes durante nosso discurso/dissertação para seu enriquecimento).
    Você deve estar se perguntando agora o motivo de eu estar de volta em seu blog, e vamos achar a resposta no seu próprio post:
    “Mas, sinceramente e humildemente, meu caro leitor esbravejante, eu ainda considero o Sr. Sledd medíocre. É regular, é ordinário, é comum. É mais um no meio da multidão.”
    Hmm, no mínimo curioso, você fez exatamente o que disse ser um ato de mediocridade, você se mostrou comum, mais uma na multidão, pois eu tinha absoluta certeza de que meu post iria afetá-la, após tê-lo postado, certifiquei-me de conferir diariamente sua página do dia 7, estava esperando sua resposta como um novo comentário, minha surpresa maior foi ver sua página do dia 10 e tê-la todinha em minha homenagem! Foi um pouco demais por apenas um comentariozinho sem importância, não acha?
    Não quero estender nosso diálogo, pois não é meu objetivo aqui, mas essa fala merece destaque:
    “Porque eu realmente não tenho estômago para misoginia.”
    Falando de estômago essa foi no mínimo indigesta! Novamente atualize-se um pouco mais prezada blogueira, não dê opiniões etnocêntricas sobre assuntos polêmicos, ou quando não se tem todas as informações necessárias sobre o mesmo. Você no mínimo inferiu que William Sledd e/ou gays sentem repulsão mórbida ou horror às mulheres ao usar a palavra misoginia. Homossexuais não sentem repulsão ou horror pelas mulheres como a prezada blogueira alega em seu inflamado discurso. Homossexuais são aqueles que sentem atração por pessoas do mesmo sexo, e não repulsão pelo sexo oposto!!! São coisas totalmente diferentes.
    Desculpe os transtornos que causei em sua vida, prezada blogueira, e peço de coração. Parabéns pela maneira como você tratou com coragem algo que tanto lhe afligia. Não quero que interprete negativamente meus comentários, pois assim como você, também acredito no diálogo. Apenas faço um apelo, e construtivamente. Do inglês, “don’t judge a book by its cover”, mas como a prezada blogueira aprendeu muito bem e prefere, escrevo em bom português então: não julgue um livro pela sua capa. Se você tivesse isto em mente não haveria a necessidade de todo aquele discurso, não é mesmo? Às vezes as pessoas olham o mundo com suas opiniões, e não de acordo com a realidade dos fatos.
    Vamos acabar com essa hipocrisia, e que tal usarmos menos eufemismos por aí? Você blogueira sabe melhor do que ninguém o significado de um blog, e ao expor suas opiniões deveria estar aberta a qualquer tipo de comentário, sejam eles agradáveis (a você) ou não! Vamos ser um pouco mais abertos a escutar a verdade, que tal? Não quero que me leve a mal e nem me tenha como inimigo, prezada blogueira. Apenas quero que analise o mundo por uma nova visão. Tenha um ótimo dia, e sem hipocrisia.
    Agora vou postar meu e-mail, caso sinta a necessidade de me contatar. E assim espero, pois não quero que tenha me levado a mal =)

    albertowalmor@bol.com.br

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