Björk ou não? Eis a questão.

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Eu demorei pelo menos uns sete anos da minha vida para começar a entender essa mulher, a Björk. Eu demorei pelo menos sete anos da minha vida para descobrir que ela era muito mais do que uma doida que se vestia de cisne na cerimônia do Oscar. Eu demorei pelo menos sete anos da minha vida para captar e entender a sensibilidade e a intensidade na excentricidade daquela voz pouco convencional. Eu demorei sete anos para sentar no sofá e gastar duas horas do meu precioso tempo assistindo o filme em que ela atuou e cantou, e me acabar de chorar do início ao fim. Demorei sete anos pra ficar totalmente encantada com a poesia que seu feioso sotaque em inglês produz. E agora, quando eu finalmente me rendi aos encantos da música alternativa e experimental da islandesa Björk, ela decide vir ao Brasil. Mais oportuno, impossível.

Na realidade, eu ainda estou começando a conhecer todo o excêntrico universo de cores e sons da Björk. Não sei se ainda estou preparada pra encarar um show da Björk, talvez eu devesse ser mais fã. Ah, mas quem é que precisa ser fã realmente pra curtir um show? Fato é que a cantora está vindo pro Tim Festival, em outubro. E está causando o maior rebuliço nos muitos alternativos que a amam. Eu, que não moro nem São Paulo nem no Rio e nem em Curitiba, já comecei a cogitar a idéia de ir ao Tim Festival conhecer a musa de perto. Tenho fontes seguras que afirmam que Björk ao vivo é ainda mais incrível do que em cd.

O chato é que comprar ingresso para o Tim Festival sai os olhos da cara. O evento acontece entre os dias 25 e 31 de outubro, em quatro capitais: Rio de Janeiro, Curitiba, Vitória e São Paulo. Além da Björk, algumas outras atrações são super aguardadas, como a banda Juliette and The Licks (atriz que já foi até namorada do Brad Pitt e agora segue carreira como diva do rock), Cat Power, Artic Monkeys, The Killers e a dama do jazz Cecil Taylor, de 78 anos de idade. Amanhã começa a venda dos ingressos. Se eu resolver que devo sim ir ver minha nova e intrigante musa, então terei que decidir se vou pra São Paulo, Rio ou Curitiba. Se eu for pra Sampa, o ingresso da noite em que Björk se apresentará custa R$ 200,00, a pista. Se eu for pro Rio, o preço cai pra R$ 180,00. Agora, caso eu me arrisque em terras mais ao sul, pagarei R$ 60,00 pra ver Björk em Curitiba! Bastante convidativo, né? O ruim é que eu só tenho estadia de graça em São Paulo. E também ainda não achei ninguém que queira ir pro show da Björk comigo, muito menos em Curitiba. E agora? Ir ou não ir, eis a questão. Enquanto a gente pensa… que tal assistir um lindo vídeo com uma das minhas favoritas, Pagan Poetry? Aviso a quem tem estômago fraco: cenas de perfuração da pele. Ah, e também vez ou outra os peitos da Björk dão o ar da graça. Mas o vídeo é lindo, arte pura.

3 thoughts on “Björk ou não? Eis a questão.

  1. Ah, eu quero ir com você!!!! o perheps é que eu não tenho grana.. Hein, eu vi o vídeo, e tive que ver de novo pra entender que ela tava costurando o vestido na própria pele. Caramba, muito chocante…. Tudo é chocante nela. Gracias por me mostrá-la

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