Filmes para o Natal – Parte 2

Dando seqüência à minha lista de filmes para o Natal (e eu deveria ter dito “filmes para o mês de dezembro”, porque seguramente ninguém vai conseguir ver tantos filmes nos dias 24 e 25), tenho que começar este post avisando aos menos sensíveis que o próximo filme é um filme de amor. Um filme de amor e de Natal. Mas não é simplesmente um romance. É “Simplesmente Amor” mesmo.

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Muito além de uma comédia romântica, “Simplesmente Amor” é um filme que fala de todos os tipos de amor: entre homem e mulher, entre irmãos, entre amigos, entre pais e filhos, etc. Toda vez que eu assisto esse filme, é como se eu recebesse uma overdose de amor. E amor no Natal realmente não pode faltar. Mas na realidade eu acabo vendo esse filme várias vezes no ano, pois é um dos filmes preferidos do meu pai. Todas as vezes em que ele está borocoxô, pra baixo, tristonho, ele coloca o dvd “Simplesmente Amor” e fica lá, alegremente emocionado. E essa cena acaba sendo mais legal de assistir do que as cenas do próprio filme.

O que faz “Simplesmente Amor” funcionar tão bem é, definitivamente, seu estilo pouco convencional. Não há uma história a ser contada, mas pelo menos umas sete ou mais. Todas entrelaçadas, interligadas e recheadas de amor. É uma comédia, mas é um filme sensível. É sensível, porém sem a pieguice de um romântico final feliz.

Outro trunfo a seu favor é o elenco. A história se passa em Londres e conta com um imenso elenco de estrelas britânicas, americanas e até mesmo brasileiras e portuguesas! Uau! É, meus caros, este é mais um filme em que o nosso lindo Rodrigo Santoro deu o ar da graça sem camisa. Eu não digo que essa seja a especialidade dele, pois o considero um bom ator, mas… ele cada vez faz melhor esse papel de descamisado, viu? Enfim, a coisa melhora pro Santoro neste longa, pois ele ganhou uma meia dúzia de falas e mais seriedade do que em “As Panteras”. Já a representante lusitana da película é Lucia Moniz, que apesar de não ser conhecida aqui em terras tupiniquins, é uma atriz/cantora famosa lá em Portugal. Além desses, o elenco conta com a presença estelar do sempre ótimo Hugh Grant, o charmoso Colin Firth, Emma Thompson, Laura Linney, Rowan Atkinson e muito, mas muuuuito mais.

Esse filme é gostoso de assistir o ano todo, mas em dezembro eu tenho certeza que é infalível. Dos mesmos criadores de “Quatro casamentos e um funeral”, “Um lugar chamado Nothing Hill” e “O diário de Bridget Jones”, o filme “Simplesmente Amor” também conta com uma trilha sonora que é um show à parte, recheado de clássicos como “White Christmas” por Otis Redding e emocionantes temas como “Both Sides Now”, da sensacional Joni Mitchell. Depois de assistir o filme algumas vezes, compre a trilha sonora e deixe no carro, para aqueles dias de chuva e trânsito em que você precisa de um afago no coração. Agora deixemos os preconceitos de lado, pois essa comédia romântica está longe de ser um filme de mulherzinha.

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Algumas considerações sobre Maxibags & Tote Bags

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Maxibolsas da DSquared2 e da Marni

Se você mora neste planeta sabe que a bolsa do momento é IMENSA, colorida e envernizada. E provavelmente ainda permanecerá por mais uma estação. Elas são as maxibags, ou maxibolsas, essas bolsas gigantes e maravilhosas, que surgiram para acabar com o sofrimento que era tentar colocar mil coisas dentro de uma bolsinha modesta. Sem falar que, comparado ao tamanho da bolsa, dá uma ilusão de que a pessoa é mais magra (huahua!). Mas, como toda moeda tem dois lados, as usuárias da super maxibag ficaram tão entusiasmadas com a idéia de carregar o mundo na bolsa que agora estão sofrendo de dores nos ombros, costas, pescoço, e por aí vai… Quem disse que ser mulher é fácil, hein?

Agora… e a tote bag? Ok, não vou dizer que todo mundo que mora neste planeta conhece, mas se você é um modernosinho antenado no que acontece lá fora, já deve pelo menos ter visto uma ou ouvido falar de uma. As tote bags são, basicamente, sacolas. Geralmente são de tecido ou de lona e tanto a americanada quanto a europaiada carregam uma pra cima e pra baixo diariamente. São sacolas ecologicamente corretas, que servem para as compras do dia-a-dia e para carregar aquele extra que não vai na bolsa. E como no hemisfério norte não existe esse costume de fazer compras do mês, você já pode imaginar o quanto a tote bag sai às ruas, né? Homens e mulheres usam, estilosa e democraticamente. A tote bag é uma mão na roda, baratinha e a quantidade de modelos bacaninhas é infinita.

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Tote bag da Patricia Field com estampa da House of Field, e tote bag da Imaginarium, com estampa de toca-discos.

Esses dias, zanzando pela Zara, eu me deparei com uma tote bag muuuuuito bonitinha, com estampa de uma caveira pixelizada, um charme. E fiquei pensando em comprá-la. Mas aí me dei conta: O que é que eu vou colocar nessa tote bag? Tudo o que eu preciso carregar cabe dentro da minha maxibolsa, que é tão maxi que sempre sobra espaço! Ter uma tote bag implicaria em arranjar mais alguma coisa pra segurar, mais uma mão ocupada carregando uma sacolinha charmosa… Conclusão: eu passei longe da tote bag, deixei quieto mesmo. Fiquei pensando: É possível, numa era de maxibolsas que comportam toda nossa tralha, usar uma tote bag e não parecer “over”? Eu fiquei me imaginando, do alto dos meus 1,56 (aff!), com minha maxibolsa que é quase do meu tamanho e mais uma sacolinha. Mesmo que eu tirasse algumas coisas de dentro da maxibolsa pra carregar na totebag, como alguns livros por exemplo, eu ia sentir a falta de praticidade falando mais alto. Pra que carregar em mais uma, se eu posso carregar tudo em uma? Sem falar na possibilidade forte de que eu acabasse jogando a tote bag dentro da maxibolsa, só pra me poupar de ficar carregando uma! É, pelo jeito, enquanto aqui em casa vigorar a ordem das compras do mês, a tote bag ficará meio sub-utilizada, infelizmente. Ou o jeito será usar a tote bag como bolsa vez ou outra. E ainda me mordo de raiva quando vejo um modernosinho estiloso andando pela rua com uma tote bag metida e mais uma mochila de proporções faraônicas nas costas…

Filmes para o Natal – Parte 1

Tem uma famosa música da Joni Mitchell, muito linda, que diz:

“Está chegando o Natal,
Eles estão cortando os pinheiros.
Estão colocando renas,
E cantando canções de alegria e paz.
Ah, eu queria ter um rio onde eu pudesse patinar pra longe.

Não neva aqui,
Continua bem verde.
Eu vou ganhar muito dinheiro
E vou deixar esse cenário louco pra trás.
Ah, eu queria ter um rio onde eu pudesse patinar pra longe.”

Acho que, assim como a Joni Mitchell, eu também fico meio frustrada quando chega o Natal e eu não vejo aquilo que o cinema americano sempre vendeu como a imagem natalina: neve branquinha, frio congelante, uma lareira e um pinheiro verdinho. Mas, obviamente, eu ainda amo Natal, sempre amei, afinal eu sempre soube o verdadeiro sentido do Natal. Só que uma das coisas que sempre achei divertidas no Natal e não tem necessariamente muito a ver com seu real significado é que eu sempre podia sentir contar com os típicos filmes de Natal americanos pela televisão. Era divertido! Já reparou que sempre passam os mesmos filmes no Natal? Deve ser alguma espécie de tradição da rede Globo e do SBT, pois eles sempre passam os mesmos filmes. E isso não é necessariamente ruim. Durante minha infância colecionei mentalmente o que eu considero como alguns clássicos para as festas de fim de ano. E agora quero compartilhar com vocês aqui.

Começo a lista de filmes para o Natal com aquele que eu considero como um dos maiores clássicos do Natal de todos os tempos. Ok, você pode até rir, mas… pra sentir aquele clima natalino tem que ter “O Estranho Mundo de Jack” (The Nightmare before Christmas), do também estranho diretor Tim Burton. Ora, Tim Burton é aficcionado por filmes de terror, isso é fato. Então, se ele decide fazer uma animação “infantil” natalina, é óbvio que vai ser uma animação infantil natalina de… terror! Eu consigo me lembrar perfeitamente da sensação de medo e admiração que eu sentia durante o filme. Aquele esqueleto que odiava o Natal e metia medo nas criancinhas… é um negócio tão absurdamente anti-clima-de-natal que eu sinceramente não sei como pode dar tão certo. Mas dá! E suas musiquinhas natalino-sinistras fazem do desenho uma verdadeira obra-prima do Tim Burton, ao melhor estilo musical Disney de ser.

Bom, pra resumir, a história é a seguinte: O pessoal do país do Halloween resolve que vai seqüestrar Papai Noel e tomar o Natal. Isso tudo liderados pela crise existencial do caveiroso Jack Skellington, o rei das abóboras, que anda sentindo falta de algo mais em sua vida, apesar de todo o sucesso do seu Halloween. O mais legal: é todo feito em stop-motion (fotografando os bonecos de massinha quadro a quadro)! Enfim, acho que é um filme pra crianças grandes e pequenas, que sempre me faz sentir bem nos últimos dias do ano.

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Escute bem!

Pra dar uma melhorada no clima por aqui e ainda sentir um gostinho meio natalino (porque essa música sempre me passa um clima de natal), resolvi adicionar uma trilha sonora pro blog, assim vocês podem aguçar os sentidos enquanto lêem os posts. Repara na coluna lateral, você vai ver a ferramenta do Sonific lá. Pra inaugurar, a sensacional e perfeita Dinah Washington, cantando “Dream”. Merry Christmas, everybody.

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Eu voltei, e agora é pra ficar…

…porque aqui é o meu lugar mesmo!

O que uns comentários bem escritos não fazem, né? Agradeço aos comentários do último post, de verdade. Como disse a Fê da Oficina de Estilo, o tempo não é o melhor remédio. É que novos problemas vão aparecendo com o tempo e a gente acaba esquecendo os velhos. Verdade, viu? Já tô aqui, lidando com meus novos problemas, cabeludos e de sete cabeças, porém estou gerenciando-os com muita simpatia. É preciso sorrir para os problemas. Não que eles vão sorrir de volta pra você, claro. Mas é bom sorrir sempre.

Então tá, estou mais animada. Voltemos à velha rotina bloguística na capital federal.

De volta para o presente

Olha, não vou dizer que a crise passou. Também não posso afirmar que não haja mais bloqueio criativo. Há, e muito. A coisa só piorou de uns tempos pra cá. Teve um tempo em que eu nem dormi, acredite em mim. Aí o que eu fiz? As malas. E saí da capital federal por uns dias. Foi bom, foi uma fuga preciosa que finalmente me devolveu o sono.

Bem, o sono voltou. Já posso afirmar que durmo relativamente bem. Mas nem tudo se resolve com essa facilidade. Ainda estou esperando algumas coisas se resolverem. Dizem que o tempo é o melhor remédio. Portanto, estou tomando o melhor remédio em doses homeopáticas.

É tão complicado falar de coisas pessoais minhas nesse blog. Primeiramente porque ele não deveria ser tão… pessoal. Mas acaba sendo, porque ele não é o contrário disso. Então, como falar de coisas pessoais sem soar e ser pessoal? É tudo pessoal. É como a Meg Ryan disse naquele filme (que eu assisto 600 vezes num dia e choro em cada uma das 600 vezes), Mensagem pra Você, as coisas sempre são pessoais. Pode não ser pessoal pra você, pode ser só negócios, só um blog, só isso ou só aquilo. Mas desde que exista euzinha aqui deste lado da tela… bom, é pessoal sim. E eu queria ser totalmente impessoal quando eu escrevo aqui. Mas como esquecer as coisas pelas quais eu estou passando agora, deixar tudo de lado e escrever um texto totalmente desconectado da minha realidade? Não tem como. Às vezes eu quero falar de mim. E às vezes eu tenho que falar de mim, senão… eu morro.

 Acho que eu tenho que repensar esse blog seriamente. Não que exista uma fórmula correta do que escrever aqui. Eu só acho que preciso… repensar um pouco.