Musical Trip: Desafio Natalino #1

Para começar o mês de novembro com o pé direito, tenho não só três resenhas de álbuns de Natal para postar para vocês, mas sim tenho três RECOMENDAÇÕES de álbuns de Natal para postar para vocês! Sim, porque dos três álbuns de hoje, os três ganharam meu coração. São três clássicos natalinos, mas de três estilos completamente diferentes.

Começando com o clássico absoluto de todos os tempos: Merry Christmas, da Mariah Carey. Você pode até torcer o nariz pra cantora e seu alcance vocal multi-oitavado. Mas, sinceramente, não dá pra torcer o nariz pra esse álbum. Lançado em 1994, ele ainda figura entre os mais vendidos de todos os tempos em épocas natalinas. E é fácil entender o porquê: Mariah estava no auge de sua carreira, cantando a plenos pulmões e fazendo releituras de clássicos como Silent Night, O Holy Night, Joy To The World, etc. Apesar das releituras mais “festivas” de hinos de Natal, não se deixe enganar, esse álbum é bem tradicional. Não tem muita coisa inesperada, é bem o que se espera de um álbum de Natal mesmo: festividade, hinos clássicos, sinos tocando alopradamente… É aquilo que você vai ouvir em trilhas sonoras de filmes natalinos e, obviamente, vai te aquecer o coração. Não tem porque torcer o nariz para algo que é bem feito só porque é um clássico. Até porque a voz poderosa de Mariah fica por conta do diferencial em TODAS as músicas. O trunfo do álbum, curiosamente, são as canções originais da própria Mariah, como All I Want For Christmas Is You, que virou praticamente um hino natalino contemporâneo e até regravada recentemente pelo Justin Bieber (!!!) já foi! É um álbum de Natal pra deixar tocando de fundo na ceia de Natal, te garanto que ninguém vai reclamar.

Ponto Alto: All I Want For Christmas Is You e Jesus Oh What a Wonderful Child, mais festivas impossível!

Ponto Baixo: Miss You Most (At Christmas Time). Porque, apesar de bonita, música e letra são tão deprimentes que dá vontade de se enforcar com o pisca-pisca da árvore! Ninguém merece no Natal, néam??!!

Agora passamos de diva do R&B para… diva do Jazz! Jane Monheit ficou conhecida por sua voz sedosa, frequentemente comparada a Billy Holiday. Não bastasse esse poder todo, ela ainda é linda. Aí em 2005 ela resolveu colocar a cereja no bolo gravando um cd de Natal, The Season, que eu fui correndo conferir. Foi uma sacada de Jane (ou da gravadora, sei lá), porque muitos dos clássicos de Natal americanos são ou já foram gravados como jazz standards, e esse ainda é um gênero que tem grande apelo com o público mais tradicional. Mas o que me atraiu muito nesse álbum da Jane é que ela não perdeu seu lado “sedutor” nem por um segundo! É um álbum de Natal romântico! O repertório não me deixa mentir: “This Christmas”, de Donny Hathaway, é uma balada alegre que Jane interpretou cheia de charme. Merry Christmas Darling, famosa na voz de Karen Carpenter, ficou ainda mais emocionante na voz de Jane. É o momento dor de cotovelo. A diferença é que essa não dá vontade de se enforcar com o pisca-pisca. Os clássicos, entretanto, não escaparam do álbum. Canções como “Have Yourself a Merry Little Christmas” e “Santa Claus Is Coming To Town” (numa versão super jazzy) nos relembram que este é essencialmente um álbum natalino. Nos poucos momentos chatos do álbum, My Grown Up Christmas List ganha o primeiro lugar. O violão gostoso ainda salva a também “devagar” I Heard The Bells On Christmas Day. Mas nenhuma das duas estraga o clima do álbum, e o botão de passar a faixa tá aí pra isso, né? De fato, essa mulher é muito esperta: é um repertório mais adulto, obviamente, pois ela conhece seu público. Se essa é a sua praia, Jane Monheit te oferece um prato cheio. O álbum é dual-disc, o que significa que você ainda vai poder assistir vários clipes que ela gravou pro álbum, o que torna tudo mais divertido!

Ponto alto: This Christmas e Santa Claus is Coming To Town

Ponto baixo: My Grown Up Christmas List, pelos cinco minutos de choramingação que podem te deixar irritado.

Mudando completamente o gênero, me deparei ouvindo um cd de Natal de uma banda de…rock. Por um lado é difícil escrever uma resenha sobre um álbum de uma banda da qual você não sabe muita coisa, mas também pode ajudar a tornar as opiniões menos parciais. Quando selecionei o álbum Oh For Joy, da David Crowder Band, vi que era um dos dez mais vendidos na lista dos cd’s de Natal deste ano. Fiquei mais curiosa ainda quando descobri que era uma banda de rock! Mas não é só rock, é rock eletrônico progressivo cristão (seja lá o que for isso, né?), segundo a descrição biográfica da banda no Amazon. Tem gente que diz que eles são uma banda de música de adoração. Mas não vou me ater aos rótulos e sim ao lançamento mais recente do grupo.

E bota recente nisso: Oh For Joy foi lançado agora em outubro, cercado de muito bafafá depois da banda anunciar que esse é seu penúltimo lançamento, pois em 2012 David Crowder Band chegará ao fim. Pelo que pude constatar ouvindo o álbum, esse fim será uma pena! Pense num repertório bastante comum de Natal, aquele sem grandes novidades, inclusive com alguns hinos bem velhos que só vovó sabe as letras. Agora pense nos arranjos mais inesperados e legais possíveis. Não estou falando de clássicos, com sinos e orquestrações estilo broadway, não! A banda interpreta as canções de forma alternativa, e é bem capaz que você se pegue ouvindo este álbum prazeirosamente durante outras épocas do ano, sem nem lembrar que é um álbum de Natal. Canções como Joy To The World, The First Noel e Go, Tell It On The Mountain ganham versões fresquinhas que – APOSTO – serão copiadas pelos ministérios de louvor das igrejas hipster afora. São muito criativas e fáceis de ouvir, sem cair na mesmice! Até bluegrass tem no álbum! Bluegrass, que seria um subgênero bastante renegado do country americano, consegue dar novo fôlego a hinos batidões de Natal como Angels We Have Heard On High, que ficou extremamente divertida. Depois de ouvir Bluegrass virar cool nas mãos de David Crowder Band, não me assusto com mais nada nessa vida, nem com cd de Natal de Luan Santana! huahuahua… Tá, terrível comparação.

Voltando ao álbum, são 8 faixas, sendo que as três últimas são gravações ao vivo de O Holy Night, Silent Night e Carol Of The Bells. Isso a princípio me incomodou um pouquinho, mas a gravação é boa e o público cantando dá até uma certa emoção pra coisa. Há um trecho de Hallelujah de Leonard Cohen (sim, aquela que tocou em TUDO quanto é filme, inclusive no Shrek!) no final de O Holy Night que ainda não me convenceu muito, provavelmente por conta da super-exposição que a música sofreu nos últimos anos. Mas o efeito é bonito, assim como o álbum no geral. Não é preciso ser fã de rock progressivo nem de música cristã pra curtir – e MUITO – este álbum.

Ponto Alto: The First Noel e Go, Tell It On The Mountain

Ponto Baixo: O Holy Night, só porque não ganhou um arranjo mais criativo…

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