Projeto novo: “E eles também.”

Vou me jogar nos homens, galera! Não literalmente, claro.

É o seguinte, vou tentar não abandonar o Sensorial Trip, mas surgiu essa idéia de escrever pra um público masculino, falar sobre o universo masculino e trocar dicas e idéias sobre moda com os rapazes. Vamos ver se dá certo. Se não der… oh, well.

Bem, mas você que é mulherzinha como eu também pode participar e debater sobre moda e guris no blog novo, chamado “E eles também”! Anota aí, colega: http://elestambem.wordpress.com

 

Mulher-sofá?

Como hoje é sexta-feira, vamos relaxar e rir um pouquinho, né? Lendo a coluna do José Simão, o Monkey News, me deparei com a nossa primeira-dama, dona Marisa, em viagem à Holanda com o Presidente Lula e, pasmem, vestida de sofá!!! Prova de que as primeiras-damas não estão livres de gafes e, pior ainda, do mal gosto. Alguém acuda dona Marisa, por favor.

 

E=MC² (Emancipada, Mariah faz dobradinha de álbum)

Não sei ainda exatamente do que Mariah Carey se emancipou. Mas ela disse em 2005 que tinha se emancipado, e o sucesso foi tanto que ela resolveu repetir pra todo mundo ouvir quase três anos depois que ela continua emancipadérrima.

E eu, que sempre fui uma fã de carteirinha da Mariah, daquelas que usa o sobrenome do artista e tudo (ai, que vergonha…), já não faço esse tipo fã tem uns bons anos. Quando comprei “The Emancipation of Mimi”, era tanto hip hop que dava até agonia. Tinha mais rappers que Mariah, mais sussurros do que voz e mais whistle register (aquele agudão bizarro que deu fama à ela) do que agudos de peito em si. Apesar do sucessão que foi o álbum, resgatando a carreira da Mariah e tudo mais, as apresentações ao vivo eram lastimáveis, os figurinos da cantora mais ainda, sem falar no seu super comentado ganho de peso. Mariah estava “fofa”, porém emancipada e ganhando rios de money. 

Três anos depois, sai do forno E=MC², que seria algo como a continuação do álbum anterior. Afinal, pra que mexer em time que está ganhando, né Mariah? Só que E=MC² conseguiu reunir em 14 faixas ainda mais batidas de hip hop do que “The Emancipation of Mimi”! Claro, se eu for analisar como um álbum genuinamente de hip hop, eu vou dizer que é fantástico, são ótimas músicas e parcerias, de botar muita combinação chiclete do tipo “Nelly Furtado+Timbaland” no chinelo. Mas Mariah Carey é Mariah Carey, não era pra ser assim… E ainda saiu na capa da Jet sob a legenda “Mariah Carey breaks records while stayin true to her music”, que seria algo como “Mariah Carey quebra recordes enquanto continua fiel à sua música”. Aonde? Essa foi pra rir…

Mas eu não posso deixar de ressaltar que esse pode ser um momento de elevação ainda mais estratosférico do que foi com “The Emancipation of Mimi”. Mariah resolveu botar a preguiça de lado, emagreceu um montão de quilos e está tão magra quanto na época do álbum Butterfly. Indiscutivelmente linda, Mariah pode se sentir mais auto-confiante do que nunca para lutar pelo topo das paradas com outros “corpos cantantes”, como Beyoncé, Rihanna e sua arqui-inimiga (é o que dizem…) Madonna, que também lança cd este mês. Ou seja, ser gostosa é prato cheio pras paradas de sucesso, receita manjadérrima.

Não posso dizer que E=MC² seja um ótimo álbum. Pelo que se propõe a ser, é um ótimo álbum. Mas pelo que poderia ser, deixa muito a desejar. Segue fórmulas conhecidas, não inova, é ainda menos soul do que último álbum, que conseguia se salvar entre uma “Mine Again” e “I Wish You Knew”. Mas isso não quer dizer que você não possa se entreter com este novo álbum, é só se conformar um pouco. Destaques para “Migrate”, com força suficiente para perdurar nas paradas de sucesso. “I’m That Chick” tem um quê de Janet Jackson nos vocais que eu curti. É mais um sinal de que os fãs que esperam um retorno de “A Voz”, como ela costumava ser chamada, podem esperar sentados, pois dona Mariah também está sentadinha em sua zona de conforto, rodeada de rappers e uma tacinha de champagne.

Avaliando E=MC²

1. Migrate featuring T-Pain = 9,5
2. Touch My Body = 3,5
3. Cruise Control featuring Damian Marley = 6,8
4. I Stay In Love = 6,95
5. Side Effects featuring Young Jeezy = 6
6. I’m That Chick = 8
7. Love Story = 6,5
8. I’ll Be Loving U Long Time = 5,75
9. Last Kiss = 5,5
10. Thanx 4 Nothin’ = 6,7
11. O.O.C. = 3,2
12. For The Record = 6
13. Bye Bye = 7,25
14. I Wish You Well = 9,5

Média do Álbum = 6,5

Cariocas da gema

Lembra que eu falei da coleção de verão da Bershka, cujas fotos foram clicadas no Rio de Janeiro? Pois é, eu estava super curiosa tentando descobrir quem eram as “new faces” brazucas que estamparam o catálogo, até que por um acaso do destino, esbarrei ciberneticamente com uma das modelos e ela me esclaresceu as dúvidas.
Sejamos francos: não dá pra fazer uma coleção inspirada no verão carioca sem uma boa dose de cariocas da gema pra ilustrar, não é? Portanto lhes apresento agora alguns dos carioquinhas que brilharam pela campanha de verão 2008 da Bershka.

Quem viu as fotos da campanha e ficou com a pulga atrás da orelha quando passou os olhos por aqueles cabelos compridos e loiros parafinados, pode descansar. Eu também fiquei. Sabia que já tinha visto aquele rapazinho na capa de alguma revista, provavelmente a i-D Magazine. E não é que eu acertei? Caio Vaz, um modelo que faz as vezes de surfistinha ou um surfistinha que faz as vezes de modelo? Bom, não importa. O importante é que ele já tem passagem até pela edição especial Brasil da Vogue Paris, já foi capa da i-D e agora estampa com muita brasilidade as fotos da campanha de verão da espanhola Bershka. Alguém duvida do quão longe esse carioca vai chegar?

Nova no ramo, Moara Marinho é uma carioca da gema. Do alto dos seus 1,83m de altura, ninguém diz que a moça de 16 aninhos está no ramo há menos de dois anos.

Quando lhe perguntei sobre a Bershka, ela disse que as roupas eram lindas e que adorou a experiência de ser fotografada para a marca, apesar de nunca ter ouvido antes falar da irmã mais nova da Zara. “Mas a Zara eu conheço, sim. É do grupo Inditex, né?”, ela emenda, mostrando um leve interesse pela área de moda. “Não ligo muito pra marca de roupa, não. Sou bastante desencanada. Adoro praia. Sou carioca da gema.”  E como uma carioca da gema foi parar numa agência de modelos? “Na verdade eu nunca quis ser modelo. Tenho uma irmã gêmea que também é modelo. Ela fez um curso, disse que é muito bom e tal. Minha mãe perguntou se eu não queria fazer o curso também. Ela ‘insistiu’, daí eu fiz o curso.” Ela diz, com bom humor. Apesar do pouco tempo na área, Moara já tem suas inspirações para a carreira de modelo. “A Gisele Bündchen. Ela é linda e muuuuuuito talentosa!” Bem, pode até ser. Mas eu torço pra que a brasilidade estampada no rostinho carioca de Moara e Caio faça ainda mais sucesso do que os traços nórdicos europeus da nossa über model. Hehehe.

Modelo Nº 7, com muito orgulho!

“A model used to be a role model.”
Chelsea Rodgers, Prince

Lembra daquela época em que modelos eram mais do que meros cabides de alta-costura? Elas eram verdadeiros ícones de uma geração, influenciando nos cortes de cabelo, na forma de vestir e também na atitude. Claudia Shiffer e Cindy Crowford que o digam. A também veterana Naomi Campbell ainda preserva sua iconicidade de modelo, mas certamente já não é referência dessa geração. Referência de barracos constantes, isso sim! Mas ainda bem que as coisas caminham dessa forma, é indício da renovação constante no mundo da moda e oportunidade de novos ícones surgirem.

Mas, sejamos francos, se você for até o site Models.com conferir o ranking das 50 Top Models “mais-mais” do momento, vai dar de cara com uma lista um tanto… estranha. Até mesmo injusta. Mas tudo bem, quem sou eu pra criticar os critérios de seleção da maior autoridade fashion sobre modelos na web, né? O fato é que, pensando sob essa perspectiva de que uma modelo costumava ser um modelo estético em quem se espelhar, nossos critérios realmente mudaram demais. Talvez este conceito de modelo tenha caído de moda. Uma das últimas top models que incorporavam bem esse conceito foi Kate Moss. Mas a londrina loira acabou tendo tanta concorrência como trend-setter nestes últimos anos (e concorrências de peso equivalente, como a também loira, porém atriz, Sienna Miller), que de certa forma foi perdendo o frescor da originalidade. Aliás, toda a originalidade em ser modelo parece que também caiu de moda. É um tal de terem todas os mesmos traços nórdicos com os mesmos cabelos… Não precisa, né?

Desafiemos o convencional, caros leitores. É por isso que eu gosto de Agyness Deyn.

E é por isso também que eu acho excelente que ela seja considerada agora a “cara da Grã-Bretanha”. Ela é a modelo número 7 no ranking do Models.com! Tá bom, a gente aceita e comemora. Pois, mais do que um cabide bonito, Agyness é uma senhorita de estilo. É uma legítima trend-setter. Até uma banda a moça tem, chamada Lucky Knitwear, e ainda foi aclamada “embaixadora da cultura jovem britânica”. Uau! Seu estilo rocker oitentista “tudo-junto-misturado” vai além de meras peças de roupas (des)coordenadas. Agyness Deyn é um sopro de style no abafado mundinho das belas magricelas. Como ela ainda está em sétimo lugar no ranking, não sabemos. Questão de tempo? Tudo indica que sim, pois “Agyness é a modelo do momento”, segundo expressou a edição deste mês da i-D Magazine, que estampa a capa da revista. Façam esse favor a si mesmos, comprem a revista ou visitem o site, para provar um pouco dessa inspiração cool que a Srta. Deyn é. 

Anos 80 – eu vivi!

Viveu mesmo? Eu vivi uma parte dele, não vou mentir… Mesmo que você não tenha vivido toda a década, com toda essa onda de revival dos anos 80 na moda, é difícil esquecer essa “década perdida”. A Imaginarium lançou uma coleçãozinha inspirada na década, chamada “Eu amo anos 80”, cujas camisetas e moletons tem estampa baseada nos jogos de Atari! E ficou lindo! Minha peça favorita é o cachecol, um must-have. Confira algumas delas abaixo, com destaque para a cueca com desenho de joystick, escrito “Do you wanna play?”. Impagável!